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SANTO ÂNGELO
23 de fevereiro de 2026
Rádio AO VIVO
Estado

Câmeras registram suspeito entrando na casa de família desaparecida em Cachoeirinha

  • fevereiro 18, 2026
  • 4 min read
Câmeras registram suspeito entrando na casa de família desaparecida em Cachoeirinha

Imagens de câmeras de segurança de uma rua em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, flagraram o principal suspeito do desaparecimento da família Aguiar dentro da residência três dias após o sumiço. Os registros, datados de 28 de janeiro, mostram Cristiano Domingues Francisco entrando e saindo do imóvel carregando mochilas.

Vizinhos estranharam a movimentação, já que o desaparecimento já havia sido divulgado. Segundo relatos, ao ser questionado, Cristiano não soube informar o paradeiro da família e afirmou apenas que Silvana Germann de Aguiar teria sofrido um acidente em Gramado — informação posteriormente descartada pela polícia.

A investigação confirma a existência das imagens. O suspeito declarou ter ido à casa para buscar ração e alimentos destinados a um gato e um cachorro, além de admitir que retornou ao local em outros dias. O portal g1 procurou a defesa do policial, representada pelo advogado Jeverson Barcellos, e aguarda posicionamento.

O desaparecimento de Silvana, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro. Cristiano, ex-marido de Silvana e policial militar, está preso temporariamente há uma semana, com prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que ele será afastado do serviço, enquanto a investigação é acompanhada pela corregedoria da corporação.

Silvana morava próxima aos pais, trabalhava como vendedora de cosméticos e auxiliava no pequeno mercado mantido pela família junto à residência. Parentes e vizinhos descrevem o casal de idosos como pessoas tranquilas e de bom relacionamento com a filha.

Linha do tempo do caso

Antes do desaparecimento

  • 2 de janeiro: Silvana solicita, em um grupo de mensagens, contato do Conselho Tutelar.
  • 9 de janeiro: ela registra no órgão que o ex-marido desrespeitava restrições alimentares do filho do casal.

Fim de semana do sumiço

  • 24 de janeiro: Silvana é vista pela última vez. Uma postagem em redes sociais mencionava um suposto acidente em Gramado, que a polícia afirma não ter ocorrido. Câmeras registraram movimentação incomum de veículos na residência durante a noite.
  • 25 de janeiro: alertados pela publicação, os pais saem à procura da filha e tentam registrar ocorrência, mas encontram a delegacia fechada. Depois, visitam o ex-genro em busca de ajuda. Horas mais tarde, são vistos entrando em um carro não identificado e desaparecem.

Início das investigações

  • 27 e 28 de janeiro: desaparecimentos são formalmente registrados.
  • 28 de janeiro: Cristiano pede a guarda do filho durante as investigações.
  • 1º de fevereiro: ele envia a uma conhecida uma foto feita dentro da casa dos sogros.
  • 3 de fevereiro: seis pessoas são ouvidas e um projétil é encontrado no pátio da residência.
  • 4 de fevereiro: a polícia passa a tratar o caso como crime e descarta sequestro por ausência de pedido de resgate.

Perícias e prisão

  • 5 de fevereiro: perícia encontra vestígios de sangue e material genético na casa de Silvana.
  • 7 de fevereiro: o celular da vítima é localizado escondido sob uma pedra em terreno baldio.
  • 9 de fevereiro: autoridades confirmam que o cartucho encontrado na casa dos idosos era de festim.
  • 10 de fevereiro: Cristiano é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentações suspeitas. Familiares realizam protesto pedindo solução para o caso, e o filho de Silvana passa a viver com os avós paternos.
  • 13 de fevereiro: o suspeito e sua atual companheira se recusam a fornecer senhas de celulares.
  • 14 de fevereiro: o desaparecimento completa três semanas.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias e o paradeiro da família.

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Carolina Gomes

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