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SANTO ÂNGELO
16 de março de 2026
Rádio AO VIVO
Estado

Buscas por família desaparecida há 50 dias voltam a usar cães farejadores no RS; entenda o que isso muda na investigação

  • março 16, 2026
  • 2 min read
Buscas por família desaparecida há 50 dias voltam a usar cães farejadores no RS; entenda o que isso muda na investigação

Equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros voltaram a utilizar cães farejadores nas buscas pelas três pessoas da mesma família que estão desaparecidas há 50 dias em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, nesta segunda-feira (16). De acordo com a polícia, o uso de cães farejadores só é eficaz quando as buscas acontecem em territórios específicos delimitados.

Na sexta (13), os trabalhos ocorreram na região da Vila Anair, em uma residência que seria de um familiar do suspeito, conforme apurou a RBS TV. Foram pelo menos quatro locais de busca, incluindo áreas rurais de Cachoeirinha e Gravataí.

A polícia apreendeu pelo menos um telefone celular e um notebook. Além disso, dois veículos foram apreendidos para perícia. Os bens são de familiares do principal suspeito do crime. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.

As contas bancárias de Silvana, Isail e Dalmira não tiveram movimentação no período. Em razão disso, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida. Silvana, inclusive, integra a lista oficial de vítimas de feminicídio no RS em 2026.

“Nenhuma pessoa ficaria mais de 40 dias fora da sua residência sem fazer movimentações financeiras para subsistir. Não condiz com a realidade”, afirma o delegado Anderson Spier.
A principal linha de investigação é de que se trata de feminicídio (contra Silvana), duplo homicídio (pais dela) e ocultação dos cadáveres.

O único suspeito é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde 10 de fevereiro.

Em nota, o advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, informou que mantém “efetiva colaboração com as autoridades” e que “irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus”. Leia abaixo a íntegra

Com a prorrogação da prisão de Cristiano, a polícia espera concluir o inquérito sobre o caso em até 30 dias.

Fonte: G1RS 

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