Buscas por famÃlia desaparecida há 50 dias voltam a usar cães farejadores no RS; entenda o que isso muda na investigação

Equipes da PolÃcia Civil e do Corpo de Bombeiros voltaram a utilizar cães farejadores nas buscas pelas três pessoas da mesma famÃlia que estão desaparecidas há 50 dias em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, nesta segunda-feira (16). De acordo com a polÃcia, o uso de cães farejadores só é eficaz quando as buscas acontecem em territórios especÃficos delimitados.
Na sexta (13), os trabalhos ocorreram na região da Vila Anair, em uma residência que seria de um familiar do suspeito, conforme apurou a RBS TV. Foram pelo menos quatro locais de busca, incluindo áreas rurais de Cachoeirinha e GravataÃ.
A polÃcia apreendeu pelo menos um telefone celular e um notebook. Além disso, dois veÃculos foram apreendidos para perÃcia. Os bens são de familiares do principal suspeito do crime. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
As contas bancárias de Silvana, Isail e Dalmira não tiveram movimentação no perÃodo. Em razão disso, a polÃcia praticamente descarta encontrar a famÃlia com vida. Silvana, inclusive, integra a lista oficial de vÃtimas de feminicÃdio no RS em 2026.
“Nenhuma pessoa ficaria mais de 40 dias fora da sua residência sem fazer movimentações financeiras para subsistir. Não condiz com a realidade”, afirma o delegado Anderson Spier.
A principal linha de investigação é de que se trata de feminicÃdio (contra Silvana), duplo homicÃdio (pais dela) e ocultação dos cadáveres.
O único suspeito é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde 10 de fevereiro.
Em nota, o advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, informou que mantém “efetiva colaboração com as autoridades” e que “irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus”. Leia abaixo a Ãntegra
Com a prorrogação da prisão de Cristiano, a polÃcia espera concluir o inquérito sobre o caso em até 30 dias.
Fonte: G1RSÂ

