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SANTO ÂNGELO
31 de agosto de 2025
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Brasil sai novamente do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

  • julho 28, 2025
  • 3 min read
Brasil sai novamente do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

O Brasil saiu mais uma vez do Mapa da Fome, conforme relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o levantamento, menos de 2,5% da população brasileira está em risco de subnutrição, índice que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave, após três anos.

O Mapa da Fome é produzido pela FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, e avalia o acesso das populações à alimentação suficiente para uma vida ativa e saudável. O anúncio foi feito durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia.

O Brasil já havia deixado o Mapa da Fome em 2014. No entanto, com base nos dados de 2018 a 2020, o país foi recolocado na lista devido ao aumento da insegurança alimentar no período.

Com a nova média de dados entre 2022 e 2024, o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025” apontou que o país voltou a apresentar índice inferior a 2,5% de risco de subnutrição, limite estabelecido pela ONU para exclusão do Mapa.

A ONU considera desnutrida a pessoa que, de forma contínua, consome menos calorias e nutrientes do que o necessário para manter uma vida saudável.

Desafios para alimentar a população

Apesar dos avanços, especialistas ouvidos pelo g1 destacam que o Brasil ainda enfrenta desafios para garantir a segurança alimentar da população, mesmo sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Entre os principais pontos levantados estão:

  • O país não enfrenta escassez de alimentos, mas muitos brasileiros ainda não têm renda suficiente para comprar comida em quantidade e qualidade adequadas.
  • O desemprego diminuiu, mas os preços dos alimentos continuam elevados.
  • Parte da produção agropecuária está mais voltada à exportação do que ao abastecimento interno, o que, segundo alguns especialistas, exige reequilíbrio para garantir o acesso à alimentação no país.
  • Outros analistas discordam e afirmam que o modelo de produção atual atende tanto ao mercado interno quanto externo, e que o problema da fome não será resolvido apenas com o aumento da oferta de alimentos.
  • As mudanças climáticas são apontadas como um dos principais riscos para o abastecimento alimentar futuro.
  • O Brasil ainda possui regiões classificadas como desertos alimentares, onde há pouca ou nenhuma oferta de alimentos saudáveis.
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Carolina Gomes

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