Avião símbolo da enchente integrará acervo do Museu Militar de Panambi

O Museu Militar Brasileiro de Panambi, no Noroeste do Rio Grande do Sul, recebeu nesta segunda-feira (3) uma nova atração: o Boeing 727-200, aeronave que se tornou símbolo da enchente de 2024, ao permanecer por semanas sozinha na pista alagada do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. O modelo, considerado raro na aviação, foi doado pela Total Linhas Aéreas.
O transporte da aeronave começou na madrugada de domingo (2) e seguiu um trajeto que passou por Eldorado do Sul, Pantano Grande, São Sepé e Santa Maria, até chegar a Panambi por volta das 11h desta segunda-feira.
Para o deslocamento, foi montado um comboio com três carretas, que transportaram o avião em partes. O Boeing pesa cerca de 45 toneladas, tem 47 metros de comprimento, 33 de envergadura e mais de 10 metros de altura.
De acordo com o museu, o Boeing 727-200 poderá ser transformado em restaurante ou auditório após ser instalado no local.
Relembre o caso
Durante a enchente de 2024, o avião ficou parcialmente submerso na pista do Salgado Filho. Até então, era o último Boeing 727 em operação no Brasil, utilizado pela Total Linhas Aéreas no transporte de cargas, incluindo remessas do Sedex.
O último voo da aeronave ocorreu em 3 de maio de 2024, de Guarulhos para Porto Alegre, poucas horas antes do fechamento do aeroporto. Segundo a Fraport, o avião permaneceu no local porque não havia tripulação disponível para removê-lo.
No fim de setembro, a Total Linhas Aéreas chegou a anunciar a venda da aeronave para uma empresa estrangeira, mas o negócio foi cancelado após a constatação de danos provocados pela água. O avião, de prefixo PR-TTP, acabou sendo doado ao Museu Militar Brasileiro de Panambi, onde passa a integrar o acervo permanente.

