Aprendizados de consultório
Nunca neguei meu inquietante interesse pelo estudo das mentes infantis. Sou ávido pela análise comportamental dos infantes, que com grande frequência se sentam nas cadeiras do meu consultório. Alguns nasceram em minhas mãos e hoje adentram as escolas. Outros já acriançados me conheceram, e hoje já sabem a tabuada do
Presente de Natal
Esse vento quente de verão, apesar de ativar a sudorese de nossas peles, traz junto consigo tanta coisa bacana. É natal. É aniversário. É festa. É paz. Seria indecoroso desconsiderar toda a magnificência de um mês que resume o aprendizado de um ano todo. Não é à toa que o
O presente invisível do Natal
No consultório, eu aprendi uma coisa curiosa ao longo dos anos: o cérebro guarda com mais carinho aquilo que não veio embrulhado. Guardamos o cheiro do café passado por alguém que se levantou antes de nós. Guardamos o tom de voz que acalma. Guardamos o gesto simples de quem espera
A árvore da infância
De vez em quando, eu me pego pensando em algo tão simples que quase passa batido no meio do barulho do mundo: qual era a árvore da tua infância? Sim, aquela. A que cresceu contigo. A que te viu pequeno antes mesmo de tu saberes que existia gente que crescia. Porque
De quem você é fã?
No consultório, entre um silêncio tímido e uma meia-resposta empurrada para fora, às vezes faço uma pergunta simples, quase inocente: “De quem você é fã?” E deixo o ar ficar quieto por uns segundos. Quero ver para onde a cabeça vai.Mas, antes que eu revele para onde quero chegar, deixo
Quando Odete Roitman nos uniu outra vez
Há lembranças que não se apagam, não porque foram grandiosas, mas porque foram compartilhadas. Eu era criança nos anos 1990 e início dos 2000, e bastava escurecer para o Brasil inteiro parecer respirar no mesmo ritmo. As casas se enchiam de vozes, cheiros de café, chimarrão passando de mão em mão,
