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SANTO ÂNGELO
07 de novembro de 2026
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Opinião

Chuva e vento atrapalharam primeiro dia da Feaagri

  • novembro 7, 2026
  • 4 min read
Chuva e vento atrapalharam primeiro dia da Feaagri

Ainda que não tenha faltado esforço da comissão organizadora, o sucesso da Feaagri Missões sofreu um abalo no seu primeiro dia. E o calendário do evento talvez mereça um estudo e uma readequação.

Neste ano, o período foi de dias úteis corridos e se tivesse sido realizada uma semana antes, pegaria o sábado, domingo e o feriado de Finados ocorrido na segunda-feira.

A Comissão Central da Feaagri estimou um público provável em torno de 80 mil visitantes, o que também está comprometido porque a Feira começou na quarta-feira, com chuva e já termina no domingo.

Pequenas adequações para a próxima feira não podem ser ignoradas. E, tomara, a chuva não volte a atrapalhar no fim de semana.

 

Alguns milhões para recuperar o asfalto deteriorado

O melhor dos asfaltos não suporta uma longa seqüência de chuvas e agravado pela falta de recuperação nos períodos em que isso é possível. As ruas de Santo Ângelo estão tão deterioradas que é difícil escolher por onde começar a recuperação.

Então, vamos começar pela Perimetral Norte. Ali são em torno de dois quilômetros ou mais, que necessitam de pelo menos um recapeamento caprichado e resistente.  Tem problemas pontuais ao longo da Avenida Getúlio Vargas, que atravessa a cidade de ponta a ponta.

Indo para a Sete de Setembro, em direção a antiga Estação Rodoviária, o problema já é bem maior. Na Venâncio Aires, que também atravessa a cidade, alguns buracos tapados com lama, estão pedindo reparos.

A Avenida  Brasil também pede socorro em alguns pontos e ainda não chegamos ao Bairro Pippi, onde a situação parece ser ainda mais grave. E por aí vai.

Somados todos os custos, a conta deve chegar a alguns milhões de reais, mas aí encontra outra barreira. A Prefeitura alega não ter dinheiro para fazer frente à situação e, talvez, uma das alternativas, ainda que paliativas,poderia ser o pedido de socorro ao senador Ubiratan  Sanderson  e às dezenas de deputados de fora que vieram aqui capturar votos e  desapareceram logo após o pleito.

 

A obesidade é uma doença que não tem cura

Em mais uma de suas aulas de medicina que são transmitidas nas sextas-feira no Programa Rádio Visão, o Dr. Norberto Weber Werle, neurologista, deu algumas informações que são assustadoras para quem é altamente obeso e precisa reduzir o peso.

Segundo ele,  a obesidade é uma doença, que não tem  cura.  Tem alguns paliativos, mas que estão longe de atingir o cerne da questão. E a obesidade arrasta junto consigo uma série de outros problemas que, ao longo dos anos, vão afetando o bem-estar da pessoa.

Uma dessas conseqüências é a apnéia do sono, que deixa a pessoa às vezes sem respiração por até 15 ou 20 segundos. Essa mesma pessoa acorda várias vezes na noite e a consequência é enfrentar um dia de cansaço intenso.

Como a obesidade não tem cura, o único jeito é tentar adequar sua vida o mais próximo possível para evitar mais sofrimento.

 

Enfermeira santo-angelense vai palestrar na Tailândia

A saúde pública de Santo Ângelo está prestes a cruzar o mundo e subir a um dos palcos mais importantes da discussão científica internacional. Na segunda e terça-feira, dias 9 e 10, a enfermeira Luciana Maciel Dutra, profissional da nossa Secretaria Municipal de Saúde e professora da URI, representará o município como palestrante no 6º Congresso Mundial de Saúde Global e Medicina, em Bangkok, na Tailândia.

Levar a experiência da nossa Atenção Primária para um debate desse nível não é apenas um feito acadêmico; é uma validação da qualidade do trabalho feito no SUS local. Luciana vai debater os desafios e o impacto da atuação da enfermagem na inserção do DIU, um tema que mexe diretamente com planejamento reprodutivo, acolhimento humanizado e, acima de tudo, com a autonomia e a saúde das mulheres.

Em tempos onde a saúde pública enfrenta tantos desafios diários de estrutura e recursos, ver uma profissional da comunidade missioneira compartilhando nossas soluções locais com pesquisadores e docentes do mundo inteiro é um sopro de otimismo. Mostra que, com capacitação, apoio institucional e dedicação, a ciência e o cuidado que nascem aqui têm força e relevância global. Ficamos na torcida pelo sucesso da apresentação no dia 10 e pelo merecido reconhecimento.

 

 

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Luiz Roque Kern

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