
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), e garantiu um quarto mandato à frente do governo federal. Com 51,76% dos votos válidos, o petista recebeu 64.097.175 votos, contra 48,24% e 59.738.627 votos do senador.
A reeleição foi confirmada matematicamente pelo TSE. Com o resultado, Lula se torna o primeiro presidente eleito do Brasil a conquistar quatro mandatos pelo voto popular.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi revertida na votação decisiva, em uma disputa marcada pela polarização política entre o petismo e o bolsonarismo.
Quarto mandato na Presidência
A trajetória política de Lula é marcada por uma longa atuação no movimento sindical e na política nacional. Ex-metalúrgico e líder sindical, ele participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e chegou pela primeira vez à Presidência em 2003, após vencer as eleições de 2002.
O petista foi reeleito em 2006 e permaneceu no cargo até o fim de 2010. Depois de deixar a Presidência, voltou a disputar o comando do país em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno e iniciou seu terceiro mandato em janeiro de 2023.
A vitória deste domingo amplia o recorde de Lula na história política brasileira. Ao assumir o novo mandato, em janeiro de 2027, o presidente terá a oportunidade de permanecer no Palácio do Planalto até 2030.
Derrota de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal, disputou pela primeira vez a Presidência da República. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele chegou ao segundo turno após liderar a votação inicial.
A candidatura foi sustentada pela força política do bolsonarismo e pelo apoio de eleitores contrários ao PT. Apesar do desempenho no primeiro turno, o senador não conseguiu manter a vantagem na etapa final da disputa.
O resultado mantém Lula na Presidência e abre uma nova etapa na disputa política nacional, em um cenário marcado pela divisão do eleitorado e pelos desafios de articulação entre o Executivo e o Congresso Nacional.

