
Um contágio de tuberculose foi identificado no Presídio Estadual de Três Passos, no noroeste do Estado. Conforme a 2ª Coordenadoria Regional de Saúde, foram registradas 16 notificações da doença na unidade prisional entre julho e agosto.
Desde então, 13 casos permanecem ativos e duas pessoas estão internadas no Hospital Vila Nova, em Porto Alegre.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Três Passos, todos os pacientes seguem em tratamento e são acompanhados pela equipe de saúde prisional. O órgão informou ainda que não houve registro de novos casos entre setembro e outubro, mantendo-se estável o número de notificações no período.
Para o coordenador regional de saúde, Edson Borges, a análise epidemiológica feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) indicou que alguns dos casos podem apresentar relação entre si.
— Dessa forma, o número absoluto de casos, isoladamente, não permite caracterizar a ocorrência como surto, especialmente diante da dinâmica de ingresso e saída de pessoas do estabelecimento — informou Borges.
As medidas adotadas para controlar o contágio são o Tratamento Diretamente Observado (TDO), estratégia que supervisiona a ingestão de comprimidos pelo paciente, busca ativa por contatos e encaminhamento de exames ao Lacen.
— O monitoramento segue, mas há dificuldade de isolamento dos infectados, porque há uma grande quantidade de presos alocados no espaço e pelas limitações de infraestrutura física do presídio — esclareceu o coordenador.
O caso se tornou público a partir de uma denúncia anônima recebida pelo Ministério Público, em agosto desse ano.
A Polícia Penal do Rio Grande do Sul (PPRS) informou que acompanha os casos de tuberculose registrados no Presídio Estadual de Três Passos e que todos os apenados diagnosticados receberam atendimento médico e tratamento. Até o momento, nenhum dos servidores submetidos à testagem apresentou resultado positivo.

