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SANTO ÂNGELO
10 de outubro de 2026
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Opinião

Lira: serenidade no comando das eleições

  • outubro 10, 2026
  • 6 min read
Lira: serenidade no comando das eleições

A Justiça Eleitoral de Santo Ângelo pode se orgulhar muito do trabalho e da serenidade do juiz eleitoral Dr. José Francisco Dias da Costa Lira. Natural  de  Giruá e formado na antiga Faculdade de Direto, hoje CNEC, sempre foi um estudante atento às mudanças rápidas do Direito em todas as áreas e de aluno foi logo transformado em professor de Direto Penal na instituição onde se  formou.

Hoje, atua na 1ª Vara Cível de Santo Ângelo, onde seguidamente recebe o reconhecimento das próprias partes envolvidas pela sua serenidade e senso de justiça ao proferir uma sentença.

Comandou as eleições do primeiro turno, com o controle total das ações e agora se esmera em preparar o segundo turno presidencial.

Em breve, se ainda não foi, vai para a entrância final da Comarca, o que vai lhe permitir a permanência em Santo Ângelo, já que essa escada na carreira de um juiz fica aqui mesmo.

Parabéns Dr. Lira, colega da turma de 1987!

 

Um ato de vandalismo na urna eletrônica

Algum cidadão que se acha acima da lei, às vezes aparece por aqui. Um cidadão, ao invés de honrar o seu sagrado direito de votar e permitir que os outros  também o fizessem, resolveu entrar na urna para votar, mas depois de teclar o fim, decidiu macular a urna da pior maneira possível.

Passou uma forte cola instantânea na base do número 3, evitando assim, que esse número não funcionasse na hora da votação.

A urna, danificada, teve que obviamente ser trocada, mas parece ser difícil identificar o vândalopois não há câmeras voltadas para as imagens de quem está lá no silêncio da votação. Lamentável!

 

Senador Sanderson: O primeiro de Santo Ângelo em muitas décadas

Contrariando toda a lógica de que era um deputado federal praticamente reeleito, o hoje senador Sanderson, talvez por fidelidade, aceitou o desafio do ex-presidente Bolsonaro e foi disputar uma das duas cadeiras disponíveis para o Senado.

Favorecido amplamente pela onda bolsonarista, desbancou fortes candidatos da esquerda, como era o caso de Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta e se consagrou como o candidato mais votado para o Senado.

A estratégia de Manuela e Pimenta de que quem vota num vota no outro não deu certo para eles, porém para Sanderson e Marcel Wan Hatem deu como uma luva.

E assim, Sanderson se tornou o primeiro senador de Santo Ângelo, ao menos das últimas cinco décadas.

E o PL de Santo Ângelo, embalado pela onda, está preparando uma grande carreata para receber o senador quando retornar para cá, após um breve período de descanso.

 

Avaliação dos santo-angelenses que concorreram a deputado

Travados pela força da direita, a maioria dos candidatos a deputado de Santo Ângelo teve dificuldades para decolar e, talvez, seria diferente numa outra situação. A avaliação não impede contestações porque cada um enxerga os resultados com seus próprios olhos e interpreta da sua maneira.

Vamos começar pelos candidatos a deputado federal. Jonatas Toledo (PP) não obteve o apoio de alguns correligionários de nem mesmo a base forte da sua igreja em todo o Estado, mas fez 11,9 mil votos. Cada pastor trabalhou, na verdade, para o candidato da sua região. Já o empresário Douglas Winter (Novo) esperava uma votação para chegar perto de, ao menos uma boa suplência. Fez 5.014 votos.

O vereador Vando Ribeiro (PSDB) ficou desamparado pelo Fundo Partidário, até porque seu partido praticamente não existe em Santo Ângelo. Levou apenas R$ 25 mil e fez 1.615 votos. O ex-prefeito Jacques Barbosa (PDT) entrou  na  campanha de última hora e sequer  teve tempo para se organizar. Imaginei que fosse se preservar para uma possível candidatura a prefeito. Recebeu 9.051 votos.

Paulo Natalino (PSD) fez sua campanha com uma modesta bicicleta e uma surrada mochila nas costas. Fez 254 votos.

Já na disputa dos candidatos a deputado estadual, o único eleito foi Eduardo Loureiro (PDT). Faltam-lhe dedos nas mãos para enumerar as obras de impacto na região. Não recebeu o devido reconhecimento de muitos eleitores. Fez quase 40 mil votos, mas tinha gordura para mais.

Márcio Antunes (MDB), parece ter feito um teste entre os eleitores para saber se a sua impetuosidade nos discursos estava  agradando. E foi aprovado com os 4.637 votos que recebeu. Capitão Macedo (Podemos), que foi eleito em 2018, tentou novamente, mas recebeu apenas 2.455 votos.

O professor Gilberto Corazza (PT) recebeu 2.199 votos, que é mais ou menos o limite de seus votos dentro do PT. E Gilberto Kerber (Republicanos) conquistou 872 votos e, talvez, possa crescer numa outra tentativa, mas ainda sem fôlego para concretizar uma eleição.

Em tempo: a coluna aceita qualquer outra interpretação.

 

A China e as lições para a saúde

 Em entrevista ao Rádio Visão nesta semana, o médico urologista Dr. Daniel Pereira Leal falou sobre sua recente viagem à China, sob a chancela da Unimed Federação RS. Relatos fascinantes sobre como a tecnologia asiática vai ditar o ritmo da medicina nos próximos anos.

Segundo ele, na medicina de alta complexidade, o domínio absoluto do robô americano Da Vinci passa a enfrentar a concorrência direta de plataformas robóticas chinesas. Para o ecossistema de saúde brasileiro, o reflexo é imediato e muito bem-vindo: redução drástica no custo de insumos e pinças, o que democratiza o acesso à cirurgia robótica.

Somado a softwares de projeção anatômica em tempo real que evitam erros em punções, o futuro do bloco cirúrgico caminha a passos largos para o erro zero.

O choque cultural trazido pelo médico vai além dos bisturis. Relata um cotidiano hiperconectado, cidades monitoradas onde a sensação de segurança é total e táxis autônomos que circulam sem motorista. Tudo isso movido a uma força de trabalho implacável, sob a severa jornada “996” (das 9h às 21h, seis dias por semana).

A imersão da Unimed mostra que monitorar a China não é mais um exercício de futurologia, mas uma necessidade urgente para gestores que pretendem liderar a inovação na saúde global.

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Luiz Roque Kern

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