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SANTO ÂNGELO
12 de setembro de 2026
Rádio AO VIVO
Opinião

Movimentos rebeldes no Brasil

  • setembro 12, 2026
  • 3 min read

Relido o Brasil, em sua superficialidade, verificamos a ocorrência de múltiplos movimentos, ora, pela permanência sob o jugo imperial, mas também, pela independência da colônia, a fragmentação territorial esteve no bojo de alguns deles, uns armados, outros inarmados, havia os culturais, existenciais, enfim, o que não faltou, foram tentativas das mais diversas, inclusive, as de aspectos obscuros!
Impossível citar todo o rosário de manifestações, porque houveram avalanches, próprio dos homens, registraremos o que for possível neste espaço, com as razões apontadas pelos apontadores, principiando com a Inconfidência Mineira, embora, antes desta, devem ter havido insurgências dos povos originários, a Mineira, traz à tona a cobrança de impostos pela Coroa (em atraso) sobre o ouro; insurgentes – padres, escritores, poetas, mineradores; vítima – Joaquim José da Silva Xavier, um humilde cidadão!
Na Cabanagem, paraenses modestos – compostos por indígenas, mestiços, afros, brancos, todos considerados pobres, cabaneiros vivendo na beira dos rios amazônicos; rebelados, derrubaram as autoridades locais em janeiro de 1835; eles próprios assumem o comando, coordenando as ações, durante um período de cinco anos; caíram na luta contra as forças governistas; razões: buscavam melhores condições de vida e trabalho; a elite aproveitou o movimento, para alcançar as suas pretensões!
A Farroupilha (Revolução e Guerra), movimento faz de conta ou não, com duração de dez anos; a Revolução inicia-se em 20 de Setembro de 1835; perdura até a data da proclamação da República Riograndense – em 11 de Setembro de 1836; então, prossegue como Guerra (entre duas nações), a qual, finaliza com a Paz de Ponche Verde – acordo concluído em 27/28 de fevereiro 1845; o curioso do Acordo, sabe-se que não há duas assinaturas em um mesmo papel; motivos da farroupilha: segundo muitos historiadores, elevados impostos sobre o charque produzido na Província e desleixo/abandono, com a estrutura provincial.
Canudos (Monte Belo), junto ao rio Vaza-barris, BA, reuniu pessoas de todos os quadrantes, sobretudo, nordestinos sem posses, nativos desalojados, ex-escravos, errantes; líder, Antônio Conselheiro; estruturação, edificaram uma cidade, contando com aproximadamente 25 mil habitantes, a qual, quando da destruição; relatos dão conta da bem-montada estrutura, inclusive, subterrâneos; em canudos houveram combates históricos contra as forças governistas; a motivação para Canudos: problemas sociais e econômicos – se é que podem dissociados! Fim de Canudos: mortes em grande escala, inclusive, as terríveis degolas!!

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Renato Schorr

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