
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações envolvendo o caso Master, independentemente de quem esteja envolvido. A manifestação foi publicada pelo presidente na rede social X.
Lula classificou o episódio como “o maior crime financeiro da história do Brasil” e criticou a divulgação seletiva de informações, que, segundo ele, pode interferir na disputa eleitoral.
“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu.
O presidente também afirmou que o momento exige mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. Na publicação, citou ainda a divulgação de informações relacionadas à Operação Spoofing, conduzida por Ricardo Lewandowski quando era ministro da Justiça e Segurança Pública.
Ao final, Lula reforçou a necessidade de tornar públicas as informações das investigações. “O Brasil precisa saber a verdade”, concluiu.
Investigações
A manifestação ocorre em meio a uma sequência de decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas às investigações sobre o caso Master e à atuação da Polícia Federal (PF).
O caso ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça questionar a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Documentos e mensagens relacionados ao episódio passaram a integrar o debate entre os ministros.
Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão também suspendeu relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.
A medida foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu ao STF. Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos.
Segundo Dino, o afastamento poderia interferir em investigações em andamento e a decisão de Mendonça não teria observado os limites necessários para determinar a suspensão dos policiais.
Também nesta quarta, o presidente do STF, Edson Fachin, cancelou uma sessão da Corte. Antes da decisão de Dino, Fachin havia dado prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o recurso apresentado pela AGU na noite de terça-feira.
Fonte: gzh

