Brasil com inocentes de grife
Todos os bons brasileiros sonharam e sonham em ter uma pátria livre e independente em todos os sentidos: geográficos, econômicos, políticos, culturais… O Brasil, infelizmente, há mais de quinhentos anos não conseguiu ser uma pátria livre e independente nessas e em todas as noutras dimensões paralelas. Causas? Muitas. Uma das quais e graúda talvez sejam os maus brasileiros, ou seja, os brasileiros corruptos e ladrões viciados em tirar sem vergonha alguma na cara, de todos os jeitos e malandragens, inclusive com polpudas emendas parlamentares, além do mais tudo, os dinheiros da pátria e dos brasileiros honestos e justos.
Muitos desses maus brasileiros, desses brasileiros corruptos e ladrões, usam ternos, cintos e calçados de grifes, sentam em cadeiras de palácios de governo federal e estadual, em câmara federal e senado, em salão de supremo, de assembleia legislativa, de secretaria de estado, de juiz, de advogado, de banco, de indústria, de empresa, enfim, de tantos e tantos outros de. Muitos desses, pegos em operações da PF com provas robustas de corrupções e ladroagens antigas e novas, têm cara de pau do tamanho do Brasil ou mais de dizer em noticiário de televisão e rádio que são inocentes e vão provar a inocência. Ora, ora, que inocência têm esses grifados, graúdos e costumeiros corruptos e ladrões da pátria e do povo? Aliás, muitos deles, desses blindados corruptos e ladrões, não sobem com cara de pau os palanques – palanque federal, estadual e municipal – até mesmo no dia 7 de setembro?
E por outro lado vale assinalar que milhões de brasileiros com espírito de brasilidade, que sentem o valor das virtudes, respeitam a honra e têm orgulho da honestidade, perguntam-se como a Alemanha e o Japão, por exemplo, arrasados em 1945 pelos bombardeios de países aliados defensores da “democracia ocidental” na Terra conseguiram ser em tão poucas décadas o que hoje são: livres, independentes, desenvolvidos, sem políticos corruptos e ladrões… E, em paralelo, como é que os países latino-americanos – os da América do Sul e os da América Central, mesmo que centenários – não são ainda livres, independentes e desenvolvidos, mas pobres e miseráveis, escravos e dependentes, com milhões de desempregados e esfomeados, com tantos corruptos, ladrões e patifes milionários e bilionários livres, “inocentes” idolatrados.
Assim, o Brasil, com quinhentos e poucos anos, merece ser do presente ao futuro amado, independente e livre, livre de inimigos internos e externos, de corruptos e ladrões de grife que, também estes, tanto o deixaram e deixam sofrendo, de governo a governo, com as injustiças, desigualdades, pobrezas, dependências, escravidões…

