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SANTO ÂNGELO
03 de setembro de 2026
Rádio AO VIVO
Estado

UFPel apura possível caso de racismo em e-mail institucional

  • setembro 3, 2026
  • 3 min read
UFPel apura possível caso de racismo em e-mail institucional

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Sul do Rio Grande do Sul, abriu procedimentos internos após tomar conhecimento do uso da expressão “turma da senzala” em uma troca de e-mails relacionada a atividades administrativas da instituição. O caso de um suposto caso de racismo envolve um professor da instituição.

Segundo a investigação, o servidor utilizou a expressão de cunho racista na troca de e-mails com colegas e o caso veio à tona na segunda-feira (31) e foi registrado na Polícia Civil na quarta-feira (2).

A situação ocorreu, de acordo com a polícia, quando uma funcionária responsável pela compra de materiais de laboratório recebeu um e-mail com uma demanda do professor. No histórico da mensagem, de 28 de agosto, o servidor usou a expressão de cunho racista ao se referir ao setor, como “turma da senzala” que é composto por duas funcionárias negras. As servidoras registraram dois boletins de ocorrência.

O professor não teve a identidade divulgada. A delegada Márcia Chiviacowsky, da Polícia Civil, informou que o caso será encaminhado à Polícia Federal, uma vez que o assunto envolve servidores ligados a uma universidade federal.

Em nota, a UFPel afirmou que tomou conhecimento do caso, acionou as instâncias responsáveis e ressaltou que não tolera práticas racistas, reafirmando o compromisso com o enfrentamento às violências.

A apuração interna segue um fluxo previsto para casos de preconceito e discriminação. A ocorrência é avaliada pelo gabinete da reitoria e pode passar por uma comissão de processos administrativos.

Em seguida, a investigação é encaminhada à Procuradoria Federal junto à universidade para avaliação jurídica, antes de retornar à reitoria. A instituição informou que os procedimentos são sigilosos e que não divulgará os desdobramentos adotados.

O caso foi relatado pelo UFPreta, movimento de combate à violência dentro da universidade. O representante docente do grupo, Gilson Porciúncula, explicou o apoio prestado às funcionárias. “A UFpreta tenta acolher essas vítimas e dá o suporte necessário para depois sim haver as ações necessárias jurídicas e encaminhamentos necessários para o combate ao racismo em si.”

O que diz a instituição

A UFPel informou em nota que acionou, na noite da terça-feira (1º), o fluxo previsto na Política Bem Viver UFPel: Prevenção e Combate às Violências, após tomar conhecimento do caso.

Para viabilizar o acolhimento, a apuração e o encaminhamento do caso, a Universidade acionou as instâncias responsáveis, incluindo a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, e deu início aos procedimentos institucionais previstos pela Política Bem Viver para situações de racismo e outras formas de violência.

A UFPel disse não tolerar práticas racistas em seus espaços e reafirma seu compromisso com o enfrentamento às violências e com a construção de um ambiente universitário seguro, democrático e livre de violências.

Fontes: A Hora do Sul e G1

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Rafael Ferreira

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