Padrasto confessa que matou enteada de 14 anos em Encantado, e caso é tratado como feminicídio

Em depoimento na manhã desta quarta-feira (19), Wagno Arezi Henika, 40 anos, confessou formalmente ter matado a enteada, uma adolescente de 14 anos, na última segunda-feira (17) em Encantado, no Vale do Taquari.
O investigado é ex-companheiro da mãe da vítima, com quem se relacionou por 13 anos. A adolescente, Alice Nitz, foi morta com golpes de um objeto cortante, possivelmente uma faca, na região do pescoço.
O crime aconteceu na casa onde Henika residia. Testemunhas viram o momento em que ele deixou a residência onde mais tarde o corpo da vítima seria encontrado. Segundo a delegada Dieli Caumo, responsável pela investigação, o homem alegou que uma discussão motivou o crime, que agora é tratado oficialmente como feminicídio.
— Agora a gente trata oficialmente como feminicídio, e não como vicaricídio. Não havia nenhum conflito com a mãe da vítima, não foi essa a motivação do crime, foi um conflito entre ele e a enteada — explica a delegada.
No contexto da violência contra a mulher, o termo vicaricídio é usado quando alguém mata o filho, filha ou outra pessoa próxima da mulher para gerar sofrimento a ela.
Wagno Arezi Henika foi preso preventivamente na noite desta terça-feira (18). Segundo a Brigada Militar, ele foi localizado na casa onde o crime aconteceu, no bairro Jardim do Trabalhador, na Estrada São José.
Fonte: GZH

