Assine o Jornal das Missões! Clique aqui!
SANTO ÂNGELO
18 de agosto de 2026
Rádio AO VIVO
Estado

Menina de 4 anos que chegou morta a UPA era acompanhada pelo Conselho Tutelar e estava morando com tios

  • agosto 18, 2026
  • 3 min read
Menina de 4 anos que chegou morta a UPA era acompanhada pelo Conselho Tutelar e estava morando com tios

O Conselho Tutelar de Porto Alegre acompanhava o caso da menina de 4 anos que chegou morta a uma UPA há mais de um ano. O primeiro atendimento a Samylle Valentina Borba Ramiro aconteceu em abril de 2025, quando a menina e a irmã, de 9 anos, foram encaminhadas para a casa dos avós maternos.

A morte de Samylle é investigada pela Poícia Civil. A criança deu entrada na madrugada de segunda-feira (17) na UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, já sem vida e com manchas roxas pelo corpo.

De acordo com a investigação, médicos que realizaram o atendimento na UPA relataram sinais de violência sexual no corpo da menina, além de indícios de agressões na cabeça e nas pernas.

Em 2025, Samylle e sua meia-irmã mais velha (filha da mesma mãe com outro homem) foram afastadas do convívio com a mãe e com o pai de Samylle, à época companheiro da mulher. De acordo com o Conselho Tutelar, a recomendação de afastamento foi feita à Justiça após uma denúncia de violência sexual. A vítima seria a irmã, e o suspeito era o pai de Samylle, padrasto da suposta vítima.

“Uma pessoa realizou esse comunicado que havia uma suspeita de violação sexual [contra a irmã . Então, se deu por isso a entrada no Conselho. Por isso, naquele momento, foram afastadas da mãe”, explica Leandro Barbosa da Silva, coordenador-geral dos Conselhos Tutelares de Porto Alegre.

Em outubro do ano passado, a guarda da caçula foi devolvida à mãe, de forma compartilhada com o pai. A outra menina teria ficado com os avós.

A polícia ainda busca entender como Samylle chegou à casa dos tios. Foram eles que a levaram ao atendimento médico, já sem vida. A tia ficou na UPA até o fim do atendimento, mas o tio fugiu assim que a polícia chegou ao local.

A Polícia Civil apura a causa da morte e quem foi o responsável pelas supostas agressões. Os laudos periciais devem indicar quando as lesões foram causadas. “São lesões na cabeça, nas nádegas, nas pernas”, relata Alice Fernandes, delegada da 3ª Delegacia de Proteção à Crianças e ao Adolescente.

A tia da menina, que a levou à unidade de pronto atendimento, prestou depoimentos à polícia. Ela afirmou que, quando chegou em casa após o trabalho, a menina estava saindo do banho e apresentava lesões pelo corpo. Ela teria questionado seu companheiro e os dois tiveram uma discussão.

“A menina foi para o quarto dormir. Quando a tia passou, a menina estava na cama, dormindo. Viu que ela apresentava uma espuma pela espuma, como se estivesse convulsionando”, conta a delegada.
Até a publicação desta reportagem, a polícia ainda não trabalhava com suspeitos e tratava todos os envolvidos no caso como testemunhas.

Em nota, a Defensoria Pública confirmou que foi procurada pela tia da menina na última quinta-feira (13), “direcionada pelo Conselho Tutelar, por impossibilidade de exercício da guarda pela mãe.”

Fonte: G1RS

About Author

Lara Santos

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *