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SANTO ÂNGELO
08 de agosto de 2026
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Opinião

Campanha presidencial sonda santo-angelense André Ruschel para consultoria em IA

  • agosto 8, 2026
  • 6 min read
Campanha presidencial sonda santo-angelense André Ruschel para consultoria em IA

Quando o assunto é tecnologia, o santo-angelense André Ruschel, diretor da Big Master é uma referência nacional. Nesta semana, no Rádio Visão, ele deu dicas valiosas para que o cidadão identifique o que é criação da inteligência artificial e as armadilhas digitais, o que é muito importante, especialmente neste momento eleitoral.

E fez uma confidência. A campanha de um presidenciável apresentou a ele uma proposta para dar consultoria sobre inteligência artificial. Não quis declinar qual o candidato que o procurou, mas estava analisando a proposta, por se tratar de algo profissional, não criação de produtos vinculados a IA, mas orientações para o uso legal da ferramenta.

Um reconhecimento à competência e conhecimento de Ruschel, que inclusive foi no ano passado, um dos técnicos brasileiros selecionados para acompanhar os testes sobre as urnas eletrônicas. Não à toa, ele é um MVP (Most Valuable Professional), prêmio anual concedido pela Microsoft a líderes e especialistas da comunidade técnica que demonstram conhecimento profundo e ajudam outras pessoas a usar tecnologias da empresa.

 

O buraco sem fundo do FABS

O Fundo de Aposentadoria dos Servidores (FABS) da Prefeitura de Santo Ângelo transformou-se em uma verdadeira bomba-relógio fiscal que ameaça o futuro dos aposentados e pensionistas do município. Criado no final da década de 1990 com falhas estruturais graves — especialmente alíquotas de contribuição baixas para um contingente de beneficiários que só cresceu —, o fundo vive hoje uma realidade matemática dramática: o déficit atuarial é gigantesco e o caixa está sangrando a passos largos.

Os números revelados recentemente na Rádio Santo Ângelo por Fioravante Schneider e João Batista Rodrigues desenham um cenário de insolvência iminente. Para garantir a sustentabilidade de médio e longo prazo, o FABS deveria acumular hoje um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 800 milhões. A realidade, contudo, é que o saldo atual gira em torno de minguados R$ 150 milhões. A gravidade da situação reside no ritmo de esvaziamento desse caixa: o fundo encolhe mais de R$ 10 milhões a cada oito meses. Se nada for feito para reverter esse fluxo, o dinheiro vai simplesmente acabar, deixando centenas de servidores inativos sem os seus vencimentos de direito.

Diante de uma crise que exige medidas severas de capitalização e socorro financeiro, a resposta política recente do Executivo causou profunda estranheza e preocupação no funcionalismo público. O prefeito Nívio Braz enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que elimina a contribuição patronal voltada aos aposentados e pensionistas. Em um momento onde o fundo precisa desesperadamente aumentar as suas receitas e conter o rombo, cortar fontes de custeio parece o caminho mais curto para acelerar o colapso do sistema. Sem soluções viáveis de curto ou médio prazo no horizonte, o FABS consolidou-se como um saco sem fundo que exige responsabilidade técnica e transparência política imediata, sob o risco de inviabilizar as contas da própria prefeitura ali na frente.

 

Madrugada trágica em Guarani das Missões

O pesadelo que chocou Guarani das Missões na madrugada desta sexta-feira (7) deixa marcas profundas e um alerta urgente sobre a segurança no interior do Estado. O que deveria ser mais uma noite de descanso para uma comunidade pacata transformou-se em um cenário de terror, culminando na trágica morte do empresário Cleiton de Oliveira Santos, de 44 anos, feito refém por uma quadrilha armada.

A dinâmica dos fatos expõe a ousadia e a violência do crime organizado. Quatro assaltantes, vindos de Cruz Alta, invadiram a residência da família, amarraram os parentes e levaram o comerciante sob mira de armas para tentar assaltar a sua relojoaria. O desfecho só não foi ainda pior graças à perspicácia de um soldado da Brigada Militar que, mesmo fora do expediente ou em patrulhamento preventivo, desconfiou de um veículo estranho em frente ao comércio e acionou o reforço. A partir dali, a fuga desesperada em alta velocidade pela BR-392 em direção a Cerro Largo transferiu o perigo para as rodovias da região.

A tragédia consolidou-se no trevo de acesso a Cerro Largo. Ao perder o controlo na rotatória, o veículo bateu num barranco, capotou e foi imediatamente consumido pelas chamas. No incêndio, morreram o empresário e um dos criminosos. Os outros três assaltantes conseguiram escapar das ferragens, mas foram presos em flagrante e levados para o hospital sob forte custódia policial.

A população de Guarani das Missões encontra-se, com toda a razão, em total estado de choque e luto. O episódio quebra a sensação de segurança de uma cidade pequena e mostra que as fronteiras da criminalidade estão cada vez mais fluidas, trazendo delinquentes de outras regiões para espalhar o pânico na comunidade missioneira. Mais do que lamentar a perda irreparável de um trabalhador, o caso exige uma reflexão profunda e o reforço contínuo do policiamento preventivo nas pequenas cidades do interior.

 

Um gigante nascendo nas antigas instalações da Rodoviária

A chegada do Zat Atacadista a Santo Ângelo desenha um novo cenário para o setor de supermercados e atacados. A obra construída nas antigas instalações da Estação Rodoviária, na zona oeste da cidade, impressiona pelo porte e pela velocidade com que transforma a paisagem urbana no imponente prédio pintado de amarelo.

Os números que envolvem o empreendimento catarinense revelam a agressividade do investimento. Entre a aquisição do terreno e a execução do projeto, as cifras superam a casa dos R$ 40 milhões. Trata-se de uma estrutura monumental de dez mil metros quadrados de área construída, projetada para abrigar um mix superior a dez mil itens, além de setores completos de açougue, hortifrúti e padaria. Essa engrenagem vai operar no modelo de “atacarejo”, atendendo com a mesma força tanto o cliente do varejo quanto o comprador de grandes volumes.

Mais do que o impacto visual e comercial, o Zat Atacadista chega com a previsão de gerar cerca de 130 empregos diretos e mais de 100 vagas indiretas na comunidade.

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Luiz Roque Kern

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