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SANTO ÂNGELO
25 de julho de 2026
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Opinião

Desigualdades no mundo

  • julho 25, 2026
  • 3 min read

Pobres do mundo sem casa direito. Casa com rachaduras, frestas. Aragens de inverno entrando pelas rachaduras, pelas frestas, fazendo da casa um gelo. Casa sem peças necessárias e adequadas para a família: pais e filhos. Casa sem quarto bom para todos, sem cama boa para todos, sem colchões bons para todos, sem cobertores espessos e térmicos para todos, sem roupas de inverno para todos. Casa sem mesa boa para todos, sem comidas boas e suficientes para todos. E os em situação de rua, os sem nada ter nem ser? Uns jós  – miseráveis dos miseráveis.

Esses e outros sofrimentos dolorosos dos pobres, que os pobres têm e sofrem nos tempos frios, gelados, doem, fazem sofrer os que ainda sentem as dores dos pobres e não lhes podem – por mais que quisessem e queiram – amenizá-las. Sofrem, e sofrem muito com as dores dos pobres do mundo, entre os quais com as dos pobres das Missões, com as dos pobres de Santo Ângelo. Muitos, ao deitarem para dormir, vertem lágrimas dos olhos por lembrarem os irmãos pobres do mundo, inclusive os daqui – crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos – que não têm conforto mínimo para dormir.

Essas e outras realidades afins provam por si que o mundo piramidal criado há milhares de anos pelos homens – mundo econômico, político e cultural – continua sendo, mesmo neste milênio, século, década e ano, extremamente desigual e injusto, desumano e anticristão. Ricaços, de antigos a atuais, aqueles com mansões abarrotadas de avarezas e poderes, mais ainda se milionários e bilionários e mais ainda se multimilionários e multibilionários, possuíram e possuem tudo na Terra, tiveram e têm o paraíso na Terra. Para esses, os pobres e miseráveis, os que tiveram, deviam e devem ter sempre as sobras, as migalhas, não passavam e não passam de lázaros.

Muitas constituições federais do mundo têm escrito nalgum lugar das páginas que todos são iguais perante a lei. Que mentira! Mentira do tamanho do país que a mantém! Entre os países esses, o Brasil. A palavra “iguais”, carregada de mentira, deveria ter antes o prefixo “des” – desiguais – ou o advérbio não – não iguais. Síntese do artigo: Todos os cidadãos perante a Lei são desiguais, ou em sentidos sinônimos, não são iguais. Quando as constituições federais que têm no artigo esse a mentira que têm, inclusive a brasileira, terão essa verdade?

Assim, a verdade liberta. E quão bom seria se todos na Terra vivessem como humanos e irmãos, se todos tivessem vida e saúde plenas, se todos possuíssem os bens necessários de viver como seres humanos! Quando assim todos na Terra? Quando assim esta Terra? Mais: bênçãos todas de Deus aos colonos e motoristas!

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Artur Hamerski

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