Bebê de 32 dias volta à vida após ser declarado morto e passar 3 horas em saco funerário em SP

Na última quarta-feira (15), Noah Gabriel da Cruz Santos, de 1 mês, foi declarado morto pela Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. Horas após a constatação do óbito, a funerária percebeu que o bebê ainda apresentava sinais vitais e acionou a equipe médica.
Segundo informações da Santa Casa, Noah, nascido em 15 de junho, estava internado na UTI Neonatal devido a condições clínicas que exigiam uma cirurgia em um hospital especializado fora do município. Durante a internação, o bebê sofreu duas paradas cardiorrespiratórias.
Na quarta-feira (15), após apresentar piora no quadro de saúde, a equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de 45 minutos, mas o bebê não respondeu aos procedimentos e o óbito foi constatado no fim da tarde.
Após a declaração de morte, o bebê permaneceu na UTI Neonatal para os procedimentos legais e o acolhimento da família. Cerca horas depois, uma funcionária da funerária indicada pelos familiares percebeu que Noah apresentava sinais vitais e acionou imediatamente a equipe do hospital.
O bebê foi reavaliado pelos profissionais de saúde e readmitido na UTI, onde recebeu novos cuidados médicos. No dia 17 de julho, ele foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP (Universidade de São Paulo), em Bauru, para realizar a cirurgia indicada.
A mãe de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos, contou que passou por uma cesárea de emergência e que o filho nasceu com uma fenda palatina, uma má-formação congênita caracterizada pela abertura no céu da boca. Segundo ela, o bebê foi encaminhado para a UTI logo após o nascimento devido às dificuldades respiratórias e permaneceu internado por 32 dias.
Letícia contou que o bebê chegou a permanecer cerca de 3 horas e meia dentro do saco funerário. Segundo a mãe, foi durante a abertura do saco pela funcionária da funerária que foram percebidos sinais vitais no bebê.
Apesar do ocorrido, a mãe afirmou que não acredita em negligência médica e elogiou o atendimento recebido durante o período de internação.
“Em 32 dias que o Noah ficou internado dentro daquele hospital, ele foi bem tratado. Não tenho o que reclamar”, afirmou Letícia.
Fonte: NDMAIS

