
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) colha, no dia 28 de julho, o depoimento do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A oitiva, marcada para as 14h, faz parte da investigação que apura se o parlamentar cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro. Na postagem, o senador compartilhou imagens de Lula ao lado do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas da mensagem: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A decisão atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a necessidade de ouvir o parlamentar. A investigação foi aberta em 13 de abril por determinação de Moraes, após pedido da Polícia Federal com parecer favorável da PGR.
Em relatório enviado ao STF, a Polícia Federal apontou que houve falsa imputação de crime ao presidente. Segundo a corporação, ao relacionar Lula a Maduro — citado como investigado por autoridades americanas por envolvimento com tráfico de drogas — o senador sugere que eventuais acusações seriam confirmadas por uma delação do líder venezuelano. Após concluir as diligências iniciais, a PF encaminhou o caso ao Supremo. Na sequência, Moraes remeteu o material à PGR, que opinou pela realização do depoimento do senador.
Fonte: GZH

