PGR pede cautela sobre arma de Bolsonaro e adia decisão sobre prisão domiciliar

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta quinta-feira (25) que é necessário aguardar a conclusão das investigações sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de definir se houve ou não falta disciplinar grave.
A manifestação foi encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, um dia após o magistrado solicitar um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o episódio ocorrido em 15 de junho. Na ocasião, uma pistola Glock 9mm pertencente a Bolsonaro foi encontrada com um militar durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.
Segundo Gonet, a caracterização de uma falta grave exige uma análise mais ampla dos fatos e de seus impactos na execução penal, não podendo ser definida apenas pela ocorrência do episódio investigado.
O posicionamento da PGR também impacta a análise do pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. O prazo da medida se encerraria nesta quinta-feira, mas a solicitação feita por Moraes deve adiar a decisão por pelo menos mais 48 horas.
A defesa do ex-presidente protocolou nesta semana um pedido para ampliar o período de prisão domiciliar, alegando que o quadro de saúde que justificou a concessão da medida permanece inalterado e requer acompanhamento médico contínuo.
Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro afirmou que não houve intenção de descumprir a legislação. Segundo sua defesa, a arma estava devidamente registrada e foi entregue a um militar apenas para avaliação e possível conserto, após o ex-presidente constatar uma falha em seu funcionamento.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal e é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal.

