Bolsonaro concede depoimento nesta terça-feira sobre arma apreendida em blitz

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a acompanhar o depoimento que ele prestará nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal. Moraes autorizou os advogados a se reunirem com o ex-presidente sem limitação de tempo e acompanhá-lo durante o depoimento.
Bolsonaro será ouvido em inquérito aberto sobre arma de fogo registrada em seu nome que foi encontrada com um de seus seguranças quando ele foi parado em uma blitz. A oitiva está marcada para as 15h e será realizada na residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
“Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), para fins de preparação para a oitiva, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva que será realizada no Inquérito Policial nº 672/2026-17°DP”, escreveu o ministro.
A decisão explica que a defesa de Bolsonaro tem autorização para visitá-lo a qualquer dia da semana, inclusive aos finais de semana e feriados, entre as 8h20min e 18h, sempre por um período de 30 minutos.
Entenda o caso
Na noite de 15 de junho, a Polícia Militar do DF abordou um militar do Exército. De acordo com a PM, o sargento disse não ter a documentação da pistola e “declarou que o armamento pertenceria a terceiro”. Por não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), o militar foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado.
O militar se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou aos policiais que a arma seria do ex-presidente. Segundo ele, a pistola tinha uma “pane que aparentava ser de fácil solução”.
O sargento estaria com a pistola para fazer o reparo, segundo a sua versão. Ele relatou aos policiais que retirou a arma na segunda e que ela seria devolvida na terça-feira (16).
Após o episódio, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, Bolsonaro não está proibido de manter o dispositivo em casa.
Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

