El Niño é confirmado e pode provocar mais chuva no Sul do Brasil
Carolina Gomes
- junho 11, 2026
- 2 min read

O Serviço Nacional de Meteorologia da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico tropical.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico Equatorial e pode provocar mudanças significativas no clima em diversas regiões do planeta. No Brasil, os efeitos costumam incluir aumento das chuvas na Região Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste.
De acordo com a NOAA, a tendência é que o El Niño ganhe força nos próximos meses e atinja intensidade moderada ou forte durante o outono do Hemisfério Norte, período que corresponde à primavera no Brasil, a partir do final de setembro.
A agência norte-americana também estima uma probabilidade de 63% de o fenômeno atingir níveis muito fortes entre o fim de 2026 e o início de 2027. Caso as projeções se confirmem, este poderá ser um dos eventos mais intensos registrados desde o início das medições modernas, em 1950.
A confirmação já era esperada por meteorologistas, que observavam o aquecimento gradual das águas do Pacífico nos últimos meses. O El Niño é oficialmente caracterizado quando a temperatura da superfície do mar permanece pelo menos 0,5°C acima da média por um período prolongado.
Além do aquecimento das águas, especialistas monitoram alterações na chamada Circulação de Walker, um sistema de ventos e correntes atmosféricas que influencia o clima global. Quando esse padrão enfraquece e as águas mais quentes avançam em direção à América do Sul, o fenômeno é oficialmente declarado.
O último episódio de El Niño ocorreu em 2024 e esteve associado a eventos climáticos extremos, incluindo as enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul.

