Abertura da Copa do Mundo ocorre em meio a protestos no México
Carolina Gomes
- junho 11, 2026
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No dia da abertura da Copa do Mundo, o México enfrenta uma série de protestos liderados por professores, trabalhadores e familiares de pessoas desaparecidas. As manifestações ocorrem principalmente na Cidade do México, que recebe a cerimônia de abertura do torneio nesta quinta-feira (11).
As mobilizações são lideradas pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do principal sindicato dos professores do país. A categoria está em greve há mais de um mês e reivindica mudanças nas regras de aposentadoria, aumento salarial e a revogação de reformas educacionais e previdenciárias implementadas nos últimos governos.
Nos últimos dias, professores realizaram marchas, bloqueios de ruas, ocupações de pedágios e protestos em frente a prédios públicos. A CNTE chegou a ameaçar intensificar as manifestações durante a abertura da Copa para pressionar o governo mexicano.
Além dos educadores, familiares de pessoas desaparecidas também foram às ruas. Os manifestantes carregaram fotos de parentes que seguem sem localização e criticaram o governo por dar mais atenção ao evento esportivo do que às buscas pelos desaparecidos.
Nesta quinta-feira, grupos tentaram marchar em direção ao Estádio Azteca, palco da abertura do Mundial. No entanto, a polícia montou barreiras e reforçou o esquema de segurança para impedir a aproximação dos manifestantes.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o governo mantém diálogo com os professores, mas argumenta que não há recursos suficientes para atender todas as reivindicações. Ela também garantiu que a cerimônia de abertura ocorrerá normalmente.
Diante da expectativa de novos protestos e possíveis impactos na mobilidade urbana, o governo federal suspendeu as atividades de órgãos públicos na capital durante o dia da abertura. A Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) também cancelou atividades presenciais.
Enquanto a Copa do Mundo começa oficialmente nesta quinta-feira, as manifestações ampliam a pressão sobre o governo mexicano e colocam em evidência demandas sociais e políticas que vão além do futebol.

