Governo quer acabar com preenchimento manual do Imposto de Renda em até três anos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os contribuintes brasileiros poderão deixar de preencher manualmente a declaração do Imposto de Renda nos próximos dois ou três anos. A expectativa é que a mudança ocorra por meio da ampliação de sistemas automatizados desenvolvidos pela Receita Federal.
Em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira (1º), Durigan afirmou que o objetivo é simplificar o processo para os cidadãos, utilizando informações que já são enviadas à Receita por empresas, instituições financeiras e outros órgãos.
“Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a gastar tempo prestando informações que muitas vezes já temos”, afirmou o ministro.
Segundo ele, o governo pretende ampliar gradualmente os mecanismos de preenchimento automático. A expectativa é que, no futuro, o contribuinte precise apenas revisar e confirmar os dados apresentados pelo sistema.
A proposta prevê a integração de informações já disponíveis em bases públicas e privadas, como dados bancários, registros empresariais e despesas com planos de saúde. Com isso, a declaração seria gerada automaticamente pela Receita Federal.
O modelo representa uma evolução da declaração pré-preenchida, ferramenta que já reúne dados sobre rendimentos, bens, investimentos e deduções. A modalidade tem sido ampliada nos últimos anos e deve ser utilizada por cerca de 60% dos contribuintes.
Apesar da automatização, a Receita Federal continuará recomendando a conferência das informações, já que os dados são fornecidos por terceiros.
A meta do governo é expandir o sistema gradualmente até que o envio manual da declaração deixe de ser necessário para a maioria dos brasileiros.

