Programa dos Sábios de Sião
“Corromper a mocidade pelo ensino subversivo. Destruir a vida de família. Dominar as pessoas pelos seus vícios. Envilecer as artes e prostituir a literatura. Minar o respeito pela religião, desacreditar tanto quanto possível os padres, espalhando contra eles histórias escandalosas, encorajar a alta crítica a fim de corroer a base das crianças e de provocar cismas e disputas no seio da Igreja. Propagar o luxo desenfreado, as modas fantásticas e as despesas loucas, eliminando gradualmente a faculdade de gozar de coisas simples e sãs. Distrair a atenção das pessoas pelas diversões populares, jogos, competições esportivas, divertir o povo para impedi-lo de pensar. Envenenar os espíritos com teorias nefastas, arruinar o sistema nervoso com a barulheira incessante e enfraquecer os corpos pela inoculação de vírus de várias enfermidades. Criar o descontentamento universal e provocar ódio e desconfiança entre as classes sociais. Despojar a aristocracia das velhas tradições e de suas terras, gravando-as com impostos formidáveis, de modo a forçá-los a contrair dívidas, substituir as pessoas de sangue nobre pelos homens de negócios e estabelecer por toda a parte o culto do Bezerro de Ouro. Empeçonhar as relações entre patrões e operários pelas greves e locautes, eliminando, assim, qualquer possibilidade de acordo que daria em resultado uma colaboração frutuosa.
Desmoralizar as classes superiores por todos os meios e provocar a furor das massas pela visão das torpezas estupidamente cometidas pelos ricos. Permitir à indústria que esgote a agricultura e gradualmente transformá-la em especulação louca. Bater palmas a todas as utopias de maneira a meter o povo num labirinto de ideias impraticáveis. Aumentar os salários sem vantagem alguma para o operário, pois que o preço da vida será majorado. Fazer surgir incidentes que provoquem suspeitas internacionais, envenenar os antagonismos entre os povos, despertar ódios e multiplicar os armamentos ruinosos. Conceder o sufrágio universal a fim de que os destinos das nações sejam confiados à gente sem educação. Derrubar todas as monarquias e por toda a parte estabelecer repúblicas; intrigar para que os cargos mais importantes sejam confiados a pessoas que tenham segredos que se não possam revelar a fim de poder dominá-las pelo pavor do escândalo marca Panamá ou Baiona.
Abolir gradualmente todas as formas de constituição a fim de implantar o despotismo absoluto do bolchevismo. Organizar vastos monopólios, nos quais soçobrem todas as fortunas, quando soar a hora da crise política. Destruir toda estabilidade financeira, multiplicar as crises econômicas e preparar a bancarrota universal, parar as engrenagens da indústria, fazer ir por água abaixo todos os valores, concentrar todo o ouro do mundo em certas mãos, deixar capitais enormes em absoluta estagnação, em momento dado, suspender todos os créditos e provocar o pânico. Preparar a agonia dos Estados, esgotar a humanidade pelos sofrimentos, angústias e privações, porque a fome cria escravos.”

