Justiça reconhece quitação da Arena e Grêmio afasta risco de leilão do estádio

Após três anos de tramitação, a Justiça de São Paulo reconheceu a quitação da dívida da Arena do Grêmio e afastou o risco de penhora ou leilão do estádio. A decisão foi anunciada pela 36ª Vara Cível nesta quarta-feira (20).
O processo envolvia questionamentos das empresas OAS 26 e Karagounis sobre o acordo firmado entre o Grêmio e a Arena Porto-Alegrense, após o empresário Marcelo Marques adquirir parte da dívida da construção do estádio e assumir a gestão da Arena.
Na decisão, a juíza Paula da Rocha e Silva entendeu que as empresas não tinham legitimidade para impedir a operação.
Com isso, o estádio fica livre de penhoras, embora ainda caiba recurso por parte das empresas envolvidas.
Em julho do ano passado, Marcelo Marques anunciou a compra de dois terços da dívida da Arena e também da gestão do estádio, em uma negociação de cerca de R$ 145 milhões.
Apesar da decisão favorável ao clube, a situação envolvendo o terreno da Arena ainda precisa ser resolvida. Atualmente, OAS 26 e Karagounis seguem como proprietárias da área onde o estádio foi construído.
O acordo prevê a chamada “troca de chaves”, em que o Grêmio entregaria o Estádio Olímpico às empresas em troca da posse definitiva da Arena. Segundo o clube, as negociações avançam com a Karagounis, mas ainda enfrentam dificuldades com a OAS 26.
Além disso, a gestão da Arena adquirida por Marcelo Marques e repassada ao Grêmio vale até janeiro de 2034. Caso a situação não seja solucionada até lá, a administração do estádio poderá voltar aos donos do terreno.

