Caminhando sobre brasas
Alternativas ao estreito de Ormuz – com as hostilidades entre Irã versus Israel e Estados Unidos, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, então construindo oleodutos que conectam seus campos de petróleo ao Porto de Yanbu, no Mar Vermelho e ao porto de fujairah, no Golfo de Omã, reduzindo, desta forma, a dependência de Ormuz, além de investir em estrutura alternativa, ainda, evitando riscos de interrupções futuras!
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é a principal rota de escoamento de petróleo do mundo e concentra tensões geopolíticas e, geoestratégicas, que impactam a economia global, embora seja a principal via de transporte marítimo, não é a única via navegável, o fechamento de Ormuz prejudica a China, enquanto, de forma indireta, estaria favorecendo a Rússia, que tem na exportação de petróleo, um quarto do faturamento externo.
Por sua vez, os Estados Unidos, embora coadjuvante no conflito, também, sofre consequência, em especial, no campo energético, inflação, questões geopolíticas e geoestratégicas e os reflexos internos, em diversos sentidos, mas essas ocasiões de enfrentamentos políticos/estratégicos, requerem, muita cautela, considerando, que é nas guerras que as “melancias” se ajustam nas carroças (cargueiros), opinar sobre estes assuntos, é perigoso, sumamente!
O mundo está em crise gigantesca, as consequências disso, neste momento, requerem cautela, porém, os fatos são incontestes, na Polônia, foi erradicado o partido comunista, diversos países europeus estão enfrentando a “crise muçulmana”, em nível assustador, a Ucrânia resiste aos russos, de forma jamais imaginada, Hong Kong está cercada, Cuba está caminhando em passos largos, no sentido contrário, a Venezuela experimenta outros ares, El Salvador construiu prisão gigantesca, tido por seus dirigentes – como exemplar!
A China enfrenta uma crise gigantesca no setor da produção de carros elétricos, com guerra intensa de preços e superprodução, pátios lotados, veículos sem comprador, com perspectiva de falência de 90% das marcas até 2030, sem clientes, as empresas p0produtoras tentam o mercado internacional, neles, incluído o Brasil, num legítimo desovar da produção!

