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SANTO ÂNGELO
21 de maio de 2026
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Saúde

SUS passa a adotar novo exame para rastreamento do câncer de intestino

  • maio 21, 2026
  • 3 min read
SUS passa a adotar novo exame para rastreamento do câncer de intestino

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a mudança, o chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha durante agenda em Lyon.

Segundo o ministério, a medida pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença, atualmente considerada o segundo tipo de câncer mais frequente no país, excluindo os tumores de pele não melanoma.

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam estimativa de 53,8 mil novos casos anuais da doença no Brasil entre 2026 e 2028.

Como funciona o novo exame

O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

Diferentemente dos testes antigos, o exame utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, aumentando a precisão dos resultados.

O paciente recebe um kit para coleta em casa, utilizando uma pequena haste para retirar a amostra das fezes, que depois é encaminhada para análise laboratorial.

Entre as principais vantagens do teste estão:

  • não exige preparo intestinal;
  • não necessita dieta restritiva;
  • utiliza apenas uma amostra;
  • é menos invasivo;
  • apresenta maior adesão da população.

Segundo o Ministério da Saúde, o FIT possui sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

O oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, afirma que o exame já é utilizado em programas internacionais de rastreamento e contribui para reduzir a mortalidade por câncer de intestino ao facilitar o diagnóstico precoce.

Exame positivo exige investigação complementar

Quando o resultado do teste aponta presença de sangue oculto nas fezes, o paciente é encaminhado para exames complementares.

A colonoscopia segue como o principal exame para avaliação do intestino, permitindo visualizar diretamente o cólon e o reto, além da retirada de pólipos durante o procedimento.

Segundo especialistas, um resultado positivo não significa necessariamente câncer, já que hemorroidas, inflamações intestinais e outras condições benignas também podem provocar sangramentos detectados pelo exame.

Da mesma forma, um resultado negativo não elimina completamente o risco da doença, motivo pelo qual o rastreamento deve ser repetido periodicamente.

Público-alvo do novo protocolo

O novo protocolo do SUS vale para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos.

Pacientes que apresentem sinais de alerta, como sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, anemia, alteração persistente do hábito intestinal ou dores abdominais, devem procurar atendimento médico independentemente da idade.

Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas também podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme avaliação médica.

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Carolina Gomes

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