Lula diz que Brasil pode se associar aos EUA para explorar minerais críticos “se Trump deixar de brigar com Xi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos. Durante agenda em Campinas (SP), Lula destacou que o país ainda conhece apenas parte do potencial mineral existente em seu território e defendeu investimentos em ciência e tecnologia para ampliar esse levantamento.
As declarações ocorreram durante a entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius. No evento, o presidente comentou a disputa econômica e tecnológica entre Estados Unidos e China e disse esperar que o presidente americano Donald Trump deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping para firmar parcerias com o Brasil no setor mineral.
Segundo Lula, o país está aberto a investimentos internacionais, mas sem abrir mão do controle sobre seus recursos naturais. “Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Esses minerais são considerados estratégicos por serem utilizados na produção de baterias, semicondutores, carros elétricos e equipamentos de alta tecnologia.
O presidente também defendeu que o país avance além da simples exportação de matéria-prima, priorizando o processamento e a industrialização desses minerais em território nacional para gerar desenvolvimento tecnológico e agregar valor à produção brasileira.
Durante o discurso, Lula afirmou ainda que o Brasil precisa investir mais em ciência e inovação para acelerar o conhecimento sobre o potencial mineral do território nacional. Ele citou o Sirius como exemplo de estrutura que pode auxiliar nesse processo.
Na mesma agenda, o presidente também comentou sobre formação profissional e criticou a escolha de cursos universitários baseada apenas nas demandas do mercado. Ao citar a medicina, afirmou que muitos estudantes escolhem a área visando ganhos financeiros, e não necessariamente atuar no Sistema Único de Saúde (SUS).

