Infraestrutura logística e saúde concentram demandas das Missões e Noroeste ao plano de governo de Zucco

A duplicação da BR-285 e a implantação de terceiras faixas na ERS-344 concentraram as principais reivindicações apresentadas por lideranças regionais durante a terceira edição do projeto Força Gaúcha, realizada nesta quinta-feira (14), em Santo Ângelo, no Sindilojas Missões.
O encontro reuniu representantes das regiões das Missões, Noroeste e Fronteira Noroeste para discutir propostas que irão compor o plano de governo do pré-candidato ao Piratini, o deputado federal Luciano Zucco (PL).
Representando a Associação dos Municípios das Missões (AMM), o prefeito de Santo Ângelo, Nívio Braz, defendeu a duplicação da BR-285, entre Panambi e São Luiz Gonzaga, além de melhorias em outras rodovias da região, como a ERS-165 e a ligação entre Entre-Ijuís e Santo Ângelo.
Nívio também cobrou o avanço do projeto de terceiras faixas na ERS-344, entre Santo Ângelo e Santa Rosa. “É uma reivindicação de todas as lideranças da região. O projeto, que já foi pago pelos prefeitos, está parado no DAER”, afirmou.
As demandas relacionadas às rodovias foram reforçadas por representantes empresariais e do setor de logística. O presidente da Agência de Desenvolvimento de Santo Ângelo (AGIR), Douglas Rhuan Antunes, afirmou que o fluxo de veículos já não condiz com a estrutura atual da BR-285. Já o representante do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Santa Rosa (Sintralog), Elemar Walker, destacou problemas na sinalização e defendeu a implantação de terceiras faixas para reduzir acidentes e melhorar o escoamento da produção.
Além da infraestrutura, o encontro também debateu temas ligados à saúde, segurança pública, educação e desenvolvimento econômico. Lideranças regionais defenderam maior regionalização da saúde, investimentos em irrigação no agro e incentivo a projetos de inovação e universidades comunitárias no interior do Estado.
Ao final do evento, Zucco afirmou que pretende manter diálogo permanente com lideranças e entidades regionais em um eventual governo. “Queremos governar com participação da sociedade, ouvindo e dialogando sobre as prioridades do Estado”, declarou.

