Família denuncia erro de diagnóstico na UPA após morte de estudante de 17 anos por Influenza A e pneumonia

A família da jovem Maria Eduarda da Silva Vieira, de 17 anos, denuncia negligência e erro de diagnóstico no atendimento prestado pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo Ângelo. A adolescente faleceu após receber alta com indicação de crise de ansiedade, quando na verdade sofria de Influenza A e pneumonia. A tragédia gerou profunda comoção na comunidade escolar do Instituto Estadual de Educação Odão Felippe Pippi, onde a jovem estudava.
De acordo com o relato do tio da vítima, a busca por atendimento médico envolveu idas consecutivas à unidade de saúde em um curto espaço de tempo. Afirmou que na tarde de terça-feira (12), Maria Eduarda deu entrada na UPA levada pela mãe devido a um mal-estar. A jovem recebeu alta médica já na madrugada de quarta. O diagnóstico indicado à família foi de crise de ansiedade.
Apenas quatro horas depois, o quadro clínico agravou-se severamente. Apresentando vômitos e dores intensas, a jovem precisou retornar à UPA. Devido à urgência, a mãe realizou o trajeto do Bairro Santa Clara até a unidade a pé.
No segundo atendimento, a gravidade do estado de saúde foi constatada, e a equipe médica solicitou um exame de raio X. A paciente foi transferida para o Hospital Regional das Missões, mas o quadro era irreversível. Maria Eduarda não resistiu e faleceu no colo do pai ao dar entrada na instituição hospitalar. O laudo médico confirmou que a causa da morte foi provocada por complicações de Influenza A e pneumonia.
Maria Eduarda era aluna do Instituto Estadual de Educação Odão Felippe Pippi. A direção da instituição de ensino publicou uma nota oficial de pesar, lamentando profundamente a perda precoce da estudante e solidarizando-se com os familiares e amigos.
O sepultamento da adolescente foi realizado às 9 horas desta quinta-feira, marcado pelo sentimento de revolta e pedidos de justiça por parte dos moradores do Bairro Santa Clara.
A reportagem do Grupo Missões entrou em contato com o secretário municipal de Saúde, Flávio Christensen, buscando posicionamento para o fato, porém, até o momento não recebeu resposta.

