Relatório de comissão diz que JK foi morto pela ditadura militar, e não vítima de acidente

Um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek teria sido vítima de um assassinato promovido pela ditadura militar em 1976, contrariando a versão oficial que aponta a morte como resultado de um acidente de trânsito.
O documento, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, possui mais de cinco mil páginas e ainda será analisado e votado pelos integrantes da comissão antes de se tornar uma posição oficial do colegiado.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o parecer segue em avaliação e ainda não foi submetido à votação.
A reabertura do caso ocorreu após solicitação apresentada à comissão por integrantes ligados à Comissão da Verdade Municipal de São Paulo. Desde 2024, pesquisadores e especialistas trabalham na revisão das circunstâncias da morte de JK.
Juscelino Kubitschek morreu em agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra, durante viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. Na época, a versão oficial apontou que o carro em que ele estava colidiu após ser atingido por um ônibus.
Ao longo dos anos, porém, surgiram suspeitas de que o episódio pudesse ter sido um atentado político relacionado ao contexto da ditadura militar e da Operação Condor.
Em 2025, o governo federal decidiu reabrir oficialmente o caso com base em um laudo do perito Sergio Ejzenberg, que contestou conclusões anteriores sobre o acidente.
Conhecido pelo plano de metas “50 anos em 5”, JK marcou a história do país pela construção de Brasília e pela política de industrialização acelerada durante seu governo.

