Benditas mulheres, benditas mães
As mães todas da Terra inteira são entre os homens seres especiais e por esta e outras muitas razões são benditas e não deveriam sofrer nada e nunca em parte alguma. Não deveriam sofrer nunca e nada dentro e fora do palácio ou da mansão, dentro e fora da casa própria ou alugada, dentro e fora do casebre ou da palafita, dentro e fora de qualquer moradia e de moradia qualquer. Não deveriam nunca, nem neste dia deste ano, mãe alguma morar na rua nem no cativeiro das drogas – alcoolismo, cigarro e outras – que tanto viciam, escravizam e matam. Mulher alguma, mãe e não mãe, deveria sofrer agressão e feminicídio, nunca!
As mães de novas a idosas, de ricas a pobres e miseráveis são benditas na Terra, tão benditas que Jesus Cristo, na sua primeira vinda a Terra quis ter e teve mãe. A oração da ave-maria reza que a Mãe de Jesus era, é e será bendita entre as mulheres. Em analogia, portanto, a palavra bendita endereçada a Maria, querida Mãe de Jesus e da humanidade, supõe que, como ela e com ela, as mulheres todas de todos os tempos, mães e não mães, eram, são e serão benditas.
Retrato de Mãe, escrito por Don Ramon Angel Jara, Bispo de La Serena, Chile, escrito num Álbum, traduzido pelo poeta brasileiro Guilherme de Almeida, abaixo transcrito, vale não só à mãe de Ramon, mas a todas as mães.
UMA simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, em um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação tem muito de anjo; que, sendo moça,pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida, e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte,, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum porque eu a vi passar no meu caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página, eles lhes cobrirão de beijos a fronte e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE…
Mães, parabéns por serem mães! Fiquem sempre com Deus e a Mãe de Deus e que Deus e a Mãe de Deus estejam sempre com vocês.

