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SANTO ÂNGELO
05 de maio de 2026
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Cidade Saúde

Santo Ângelo lidera internações por doenças respiratórias na 12ª Coordenadoria Regional de Saúde

  • maio 5, 2026
  • 3 min read
Santo Ângelo lidera internações por doenças respiratórias na 12ª Coordenadoria Regional de Saúde

Dos 24 municípios da área de abrangência da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, Santo Ângelo lidera o número de internações por doenças respiratórias graves na região das Missões. Dados da coordenadoria apontam crescimento significativo nas últimas semanas, impulsionado principalmente pela influenza.

Entre as principais causas das internações estão a influenza — responsável pelo avanço recente —, além da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG não especificada), rinovírus, Covid-19 e o vírus sincicial respiratório, especialmente em crianças.

Conforme o coordenador regional de Saúde, Rodrigo Reis, o município soma 62 internações por SRAG neste ano. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 33 casos, o que representa um aumento de aproximadamente 88%.

Questionado se as internações já são o dobro do ano passado, Rodrigo afirma que não, embora estejam em trajetória de crescimento acelerado desde a segunda quinzena de março. “Na 12ª CRS, o aumento estimado até o momento é próximo de 80%, conforme a curva do Painel SRAG (SES/RS). Portanto, é significativo, mas ainda não duplicado”, explica.

No Estado, o aumento foi mais acentuado, com alta de 102,7% nas internações por SRAG e de 533,3% nos casos de influenza entre as semanas epidemiológicas 7 e 10 – intervalo que compreende o período entre 15 de fevereiro e 14 de março.

Atualmente, entre o final de abril e o início de maio, a região da 12ª CRS concentra entre 3% e 4% das internações do Estado, o que representa cerca de 120 a 150 casos acumulados em 2026. “É um número superior ao mesmo período de 2025, porém ainda distante do pico estadual”, ressalta.

Segundo o coordenador, a situação nas Missões é menos crítica do que em outras regiões devido à menor ocupação hospitalar em comparação aos grandes centros, menor concentração de casos pediátricos graves, menor taxa de superlotação nas emergências e ao fato de que o pico ainda não foi atingido.

Mesmo com a alta, a rede hospitalar ainda opera em cenário considerado controlado, com taxa de ocupação entre 75% e 85%. As UTIs seguem estáveis, mas com tendência de elevação nas próximas semanas, principalmente “se a vacinação não avançar, houver aumento de SRAG pediátrica ou deslocamento de pacientes de outras regiões”, alerta.

A projeção é de que a região possa entrar em nível de alerta elevado entre o fim de maio e junho, caso o ritmo de crescimento se mantenha. Por enquanto, não há indicação de colapso no sistema de saúde, mas o risco de sobrecarga é considerado moderado.

Redação Grupo Missões 

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Lara Santos

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