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SANTO ÂNGELO
05 de maio de 2026
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País

No RS, 4 milhões podem acessar o Desenrola

  • maio 5, 2026
  • 2 min read
No RS, 4 milhões podem acessar o Desenrola

Somente no Rio Grande do Sul, segundo informações mais recentes do Mapa da Inadimplência da Serasa, há mais de 4,1 milhões de pessoas com o nome negativado, ou 46,47% da população adulta. Em comparação à leitura anterior houve aumento de 2,41 pontos percentuais na inadimplência. Juntos, esses consumidores devem R$ 31,9 bilhões, sendo 27,32% desses débitos relacionados a bancos e cartões de crédito. Considerando-se que a população que ganha mais de cinco salários mínimos é de pouco mais de 7% do total, a grande maioria desses inadimplentes poderá aproveitar a renegociação do Desenrola. Em Porto Alegre, especificamente, há 587 mil pessoas devendo R$ 4,9 bilhões.

“Embora não seja possível estabelecer relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos são comuns e podem transferir o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, alerta a diretora Aline Maciel.

A Serasa apresenta nesta terça dados de um estudo inédito sobre o endividamento dos brasileiros com instituições financeiras e sua relação com oportunidades previstas no Desenrola 2.0. A diretora Aline e o gerente de Comunicação e especialista em educação financeira Fernando Gambaro vão detalhar os resultados.

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias
Por outro lado, o estudo da PEIC-RS identificou recuo, quanto ao percentual de famílias com contas em atraso, passando de 27,0% em fevereiro de 2026 para 26,7% em março de 2026. O resultado foi puxado pelas famílias com renda de até 10 s.m. que recuou para 31,9% em março de 2026 ante os 32,7% em fevereiro de 2026.

Já entre as famílias com renda superior a 10 s.m., o indicador avançou na margem, passando de 7,5% para 8,5% no mesmo período, ficando acima do observado em março de 2025 (6,6%). O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso, mesmo que se mantenha em patamar historicamente baixo, mostrou nova elevação, registrando 1,7% em março de 2026 ante em fevereiro de 2026 (1,5%) e março de 2025 (2,0%).

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Rafael Ferreira

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