
O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território diante do aumento expressivo nas internações por doenças respiratórias. A medida tem como base, entre outros fatores, a alta de 533,3% nas hospitalizações por Influenza entre a 7ª e a 10ª semanas epidemiológicas de 2026, período entre 15 de fevereiro e 14 de março.
Segundo o decreto, publicado em 30 de abril, a decisão considera indicadores que apontam crescimento nas infecções causadas por vírus respiratórios, além do aumento contínuo nas filas de espera por atendimento em serviços de emergência.
O documento também destaca a elevação de 102,7% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave e de 376,9% nos casos associados ao Rinovírus no mesmo período. Entre crianças menores de 12 anos, as hospitalizações por rinovírus cresceram 528,6%, ampliando a pressão sobre a rede pediátrica.
O governo alerta para o risco de sobrecarga do sistema de saúde, com possibilidade de esgotamento da capacidade de atendimento, especialmente na estrutura voltada ao público infantil, o que pode levar à saturação do Sistema Único de Saúde.
Outro ponto citado é o aumento na demanda por exames de RT-PCR realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/RS), reflexo da maior procura por testagem a partir da 8ª semana epidemiológica.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o decreto também permite ao Estado solicitar recursos adicionais ao governo federal.
Como resposta, o governo estadual anunciou o reforço da rede hospitalar durante o inverno, com a abertura de cerca de 1,4 mil novos leitos. A iniciativa faz parte do programa Inverno Gaúcho com Saúde, antecipado neste ano de maio para abril.
O estado de emergência tem validade de 120 dias, com possibilidade de prorrogação.

