Justiça decreta prisão preventiva de PM suspeito por desaparecimento de família em Cachoeirinha
Carolina Gomes
- abril 9, 2026
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A Justiça decretou a prisão preventiva de Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, apontado como principal suspeito pelo desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha. O pedido havia sido feito pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na segunda-feira (6).
O suspeito está preso desde 10 de fevereiro no Batalhão de Operações Especiais, em Porto Alegre. Até então, a detenção era temporária e se encerraria nos próximos dias. Com a decisão judicial, a prisão passa a não ter prazo determinado.
Cristiano é policial militar, mas está afastado das funções. Ele é ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, vista pela última vez em 24 de janeiro. Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram após irem até a casa da filha.
A Polícia Civil trata o caso como crime e afirma ter elementos para indiciar o suspeito por feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáver.
Segundo o delegado Anderson Spier, a investigação está em fase final. A expectativa é concluir o inquérito até o dia 16 de abril e encaminhá-lo à Justiça.
A defesa do suspeito informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre a decisão. Na segunda-feira, Cristiano foi intimado a depor, mas optou por permanecer em silêncio, o que, segundo o advogado, é um direito do investigado.
Além do principal suspeito, outras três pessoas são investigadas por possível tentativa de atrapalhar as apurações. Conforme a polícia, elas não têm ligação direta com os desaparecimentos.
Uma delas é suspeita de fraude processual por apagar dados de dispositivos eletrônicos e da nuvem. Outra teria deletado imagens de câmeras de segurança da residência do suspeito. Já a terceira é investigada por falso testemunho, por supostamente fornecer um álibi falso.

