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SANTO ÂNGELO
18 de maro de 2026
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Política

“Cortina de fumaça para legitimar ódio e preconceito”, diz Erika Hilton sobre críticas após ser eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher

  • março 18, 2026
  • 2 min read
“Cortina de fumaça para legitimar ódio e preconceito”, diz Erika Hilton sobre críticas após ser eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher

Após ser escolhida como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi alvo de críticas e de comentários preconceituosos, sobretudo nas redes sociais, que alegam que, por ser uma mulher transexual, ela não deveria ocupar o posto.

Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira (18), a parlamentar defendeu sua posição, afirmando que o fator biológico não deve ser determinante. Segundo ela, as críticas que tem recebido são apenas “cortinas de fumaça” para legitimar a intolerância e o preconceito.

— A questão biológica não pode ser um impeditivo para que qualquer pessoa consiga ter condição de fazer um debate qualificado, respeitoso. Se não, vamos precisar que pessoas com deficiência só ocupem a comissão de pessoas com deficiência, que apenas pessoas acima dos 65 anos ocupem a comissão do idoso. Isso não é um discurso preocupado com a legitimidade do debate sobre as pessoas que nasceram, são identificadas mulheres, ou podem parir, ou menstruar, ou qualquer uma dessas questões que foram levantadas. Isso são cortinas de fumaça para simplesmente legitimar o ódio, a intolerância e o preconceito — afirma.

Erika afirmou ainda que o trabalho na comissão é conduzido a partir da política, com a consulta de especialistas, e que tratar a biologia como o único marcador de gênero é um “atraso”.

— Tratar a biologia como o único marcador de gênero, como algo universal, que somente ela pode dizer o que é ou não é ser mulher, é um atraso absurdo. Porque socialmente, do ponto de vista, inclusive, das políticas públicas, da sociedade, a biologia não aparece o tempo todo. Outros marcadores sociais afirmam o que é ser mulher — declara.

Fonte: GZH

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Lara Santos

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