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SANTO ÂNGELO
07 de março de 2026
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Justiça condena ex-jogador e ex-dirigente do Inter por fraudes contra o clube durante a gestão Piffero

  • março 6, 2026
  • 2 min read
Justiça condena ex-jogador e ex-dirigente do Inter por fraudes contra o clube durante a gestão Piffero

Sete pessoas foram condenadas pela Justiça nesta quinta-feira (5) por envolvimento em esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação que causou prejuízo superior a R$ 260 mil ao Inter durante a última gestão de Vitorio Piffero, ex-presidente do clube.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre. Entre os condenados está o ex-jogador Christian, que passou pela dupla Gre-Nal, e o ex-vice jurídico do clube, Marcelo Domingues de Freitas e Castro.

A denúncia foi recebida em 17 de setembro de 2020, e a investigação foi conduzida pelo promotor Flávio Duarte, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os fatos aconteceram entre 2015 e 2016, período em que os condenados aproveitaram do cargo para criar cláusulas fraudulentas em acordos trabalhistas e contratos de prestação de serviços. Neste sentido, o grupo teria desviado recursos do clube para benefício próprio e de terceiros.

Em um dos casos investigados, foi constatada uma cláusula em acordo trabalhista que resultou no desvio de R$ 138 mil. Outro valor registrado, de R$ 52 mil, diz respeito a parte dos honorários de serviços advocatícios.

Em outro exemplo, um acordo envolvendo o ex-jogador colorado resultou no prejuízo de R$ 70 mil. A denúncia feita pelo MP em 2020 afirma que Christian e Marcelo induziram o clube ao erro nos autos de uma reclamatória trabalhista movida pelo ex-atleta.

Conforme informado pelo Ministério Público, tais valores foram ocultados por meio de repasses a empresas e contas de terceiros, o que caracteriza lavagem de dinheiro. Quanto à prática de embaraço à investigação de organização criminosa, a Justiça reconhece que houve tentativas de orientar depoimentos e a produção de documento falso para dificultar a apuração conduzida pelo MPRS.

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Rafael Ferreira

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