Silenciosos e silenciados silêncios
Os desejos silenciosamente deitados na mente da inocência, em profunda calmaria, nos pré-alvoreceres, desabrocham em ampla e gigantesca erupção, rasgando véus, saciam-se com os nutrientes necessários e disponíveis na concha, disposta no circunscrito, contudo, no inculto do erudito, germinadas “plantas,” desiluminadas por cantantes, perdem o brilho e o colorido das canções, silenciados por silenciantes temerários, estes, por atrozes, veem-se coagidos pela multidão, ignorando o seu interior, suplicante por leveza e lucidez e honradez exigível no seu planisfério!
Na esfera dos silenciados, restam imagem brilhantes, saudantes de seus pergaminhos, abertos em aquarela, desfrutando de longas horas de sóis, contíguos de sombras vistosas e aconchegantes, ao desfrutar de usufrutuários das benesses espalhadas no vagão do trem da existência, desfilando diante dos caminhantes, por ingênuos e despercebidos, desluzem destas franquias loucas opor olhares vistosos, viçosos e não moucos, magnitude sob a qual, também jazem, silenciados anônimos e espelhados, sem forças para rebrilhar viveres!
As embarcações navegam enfrentando com naturalidade a braveza e tempestuosidade das águas, todavia, ao sofrerem os efeitos climatológicos, sem número de vezes, caem em destroços inutilizáveis, comparados ao destino dos filhos de silenciados silêncios, amargando desventuras, indesfrutam das saudades da infância, por imposição de vestes “brancas,” mas em atos corajosos reerguem a cabeça, enrijecem o corpo e vão a luta de forma bravia, para reconstruir os caminhos do seu futuro, superando os obstáculos e as armadilhas, que interromperam a caminhada natural, superando os silenciosos e silenciados silêncios!
Sorrir todas as manhãs possui um fim muito especial – colher essências de sorrisos, perlustrando certezas de vida e de encantos daí emergidos, certezas rechonchudas de esperanças, florindo nostalgias e benquerenças maiúsculas, para os olhos ávidos de novos jardins e múltiplas flores exalando fragrâncias cheirosas, esses coloridos amanhecidos de encantos, flutuam pelas auroras em flertes com os desabrochares da vida de gente menina/moça, para o experimento de sabores desconhecidos e desejos inocentes, prestes a saudar experiências – em réstias de louvor!!

