Grêmio vence o Juventude nos pênaltis e avança à final do Gauchão para enfrentar o Inter

O Grêmio não precisou vencer o Juventude para ir à final do Gauchão. Precisou sofrer. Foi do jeito mais difícil. Mais uma vez na tensão dos pênaltis. Depois de novo empate em 1 a 1 no Alfredo Jaconi, neste domingo (22), o time de Luís Castro se credenciou a mais uma final após 4 x 1 nos pênaltis.
Será a segunda decisão consecutiva com Gre-Nal. Dia 1º na Arena, e dia 8 no Beira-Rio. Antes, na quarta-feira, o Grêmio enfrenta o Atlético-MG pelo Brasileirão. O Juventude deixa o Gauchão sem ter perdido um único jogo.
Pelo segundo ano seguido a semifinal entre Grêmio e Juventude terminou em pênalti. Weverton defendeu o primeiro chute do Juventude, cobrado por Rodrigo Sam. O segundo de Juan Cristian explodiu no travessão. Carlos Vinicius, Noriega e Gabriel Mec converteram seus chutes. Mandaca manteve os donos da casa vivos. Marlon chutou no canto, colocou a bola na rede e o Grêmio na final.
Cada escolha tem uma história para contar. As escolhas iniciais de Luís Castro não tiveram um enredo agradável para os gremistas. Viery, na zaga, e Dodi, no meio, A dupla esteve umbilicalmente ligada ao desfecho do primeiro tempo.
Primeiro Dodi. Com o volante no lugar de um meia, o Grêmio ficou longe do gol. Nos primeiros 20 minutos, a partida teve um ritmo de uma falta a cada dois minutos e um lance de perigo a cada década. Parecia tênis de mesa. Era proibido dois toques na bola. Ela vinha e era rebatida. Tocar para o companheiro também estava fora das regras. Então a bola era batida, rebatida e rerebatida… Por vezes ela subia, subia. Quando descia, descia, quicava uma, duas, três vezes e nada de ser arredondada.
Consequência dos três volantes gremistas, dos três zagueiros do Juventude e da ausência de refino. Num desses ping-pongs, o Grêmio teve sua primeira chance com Noriega. Foram três tentativas, todas fracassaram.
Chutões travestidos de lançamentos. Divididas. “Latereio”. Assim se sucediam os acontecimento. Então, precisamos falar sobre Viery. Em um latereio, ele saltou com os braços abertos, a bola tocou no direito e o árbitro apontou para a marca do pênalti. Gabriel Taliari alojou o chute no canto esquerdo. Weverton foi para o direito: 1 a 0 Juventude, aos 24 minutos.
Cinco jogadores de verve ofensiva foram para o aquecimento. Logo cansaram e pararam. Pois Castro encerrou a etapa inicial sem mudanças. Pavon frente a frente esbarrou em Jandrei na melhor chance gremista, aos 40 minutos. Nos acréscimos, Alison Safira desperdiçou com o gol aberto.
Etapa final
“Só se comemora no final”, alertou um torcedor do Juventude nas sociais do Jaconi em meio a companheiros de arquibancadas mais animado. Novo tempo, novas escolhas, nova história a ser contada por LuÍs Castro. Elas atenderam pelos nomes de Gabriel Mec e Enamorado. E também Pavon, outra vez deslocado para a lateral.
Com cinco minutos, o Juventude teve três oportunidades claras. Três desperdícios. Só se comemora no final. Rodrigo Sam quase marcou contra. Jandrei fez milagre. Mec criou chances gêmeas. Em ambos, cortou o defensor e visou o ângulo. Ambas passaram perto.
E uma das escolhas de Luís Castro está ligada aos empate, aos 25 minutos. O latereio encontrou Viery na meia-lua. Ele girou e, de esquerda, acertou o canto inferior. Igualdade no jogo. Igualdade no confronto.
A correria final não impediu a decisão por pênaltis. Só se comemora no fim, alertou o torcedor do Juventude. No final, os gremistas comemoraram aos gritos de “E-LI-MI-NA-DO”.
Fonte: GZH

