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SANTO ÂNGELO
21 de fevereiro de 2026
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Opinião

Roda de mate

  • fevereiro 21, 2026
  • 2 min read

Respeite o mate alcançado! Quando o assunto é matear, sem pretender lecionar, referimo-nos ao ato simplório de sorver a água da cuia com erva, cuidadosamente preparada pelo cevador, sorvida através de uma bomba, seja ela em ouro e prata ou, a singela tacuapi esta, feita com um gomo de taquara fina, mas isso todos sabem, exceto, os visitantes de outros continentes, porque no sul-americano, o mate é difundido há séculos, senão, milhares de anos, pelas civilizações ancestrais, respeitadas as formas de preparo e os materiais e tipos de erva e folhas e recipientes!
As leituras sempre acrescentam algo nos conhecimentos do leitor, lia em determinado texto, onde o autor dizia que as vivências cotidianas são colocadas como rituais, normatizadas, e, que nos damos o direito de exigir o cumprimento destas normas, de certa forma, isso realmente acontece, mas convenhamos, há muitas coisas onde regras e normas são imperiosas, como é o caso do chimarrão (mate), quem dele é afeito, sabe quão importante tornam-se alguns “mandamentos,” no ritual do matear compartilhado, até para evitar constrangimentos.
Podemos deliberadamente concluir, ao alcançar um mate, estamos praticando uma gentileza, cordialidade, um gesto de respeito com o “visitante,” contracenando, ao aceitar a cuia do mate, o agraciado deve(ria) respeitar as condições em que se encontra e, sorvê-lo ou rejeitá-lo sem pretender moldar o mesmo, aos seus olhos e hábitos, sequer, fazer alusões sobre ele, imexendo-o, sequer, tocar na bomba! Ocorre, o chimarrão é algo pessoal, portanto, requer-se seja respeitada a cevadura, a temperatura da água, o ajuste do topete e da bomba. O que faria o leitor, se alguém mencionasse: teu mate está frio?!?
Há os afeitos a individualidade do mate, respeite-se, sem o contraditório, aos “visitantes” que aportam no Rio Grande, vai um truque, não aceitar o mate (rejeitar), ou, agradecê-lo, não constitui desfeita, ao contrário, é direito seu, enquanto, postular um chimarrão, para alguns, faz deselegância, todavia: um chimarrão bem cevado, topetudo, em cuia de bojo grande e a bomba bem asseada, com água camboneira a preceito, pede pouso a fidalguia -, devolva a cuia roncada, às mãos do cevador, a sua vez chegará, esqueça a bomba, nela, há beijo roubado, jamais alise a erva, cuia não é microfone!

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Renato Schorr

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