Esposa de PM nega participação no desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha

A esposa do policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, investigado no caso do desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, nega envolvimento nos fatos. Ele também afirma não ter qualquer participação no ocorrido, mesmo após ter sido preso temporariamente. Os dois são casados desde 2022.
De acordo com a advogada Suelén Lautenschleger, defesora da mulher, sua cliente forneceu à Polícia Civil, nessa quarta-feira, as senhas do celular e notebook, apreendidos em 10 de fevereiro, mesma data em que o PM foi detido. Também entregou aos investigadores os comprovantes de locais onde esteve entre os dias 24 e 25 de janeiro, datas do sumiço da família Aguiar, indicando ainda testemunhas que a acompanhavam nas ocasiões.
“Ela só não havia fornecido as senhas porque ainda não tinha acompanhamento jurídico”, afirmou Suelén Lautenschleger.
A oitiva da companheira do PM ocorreu nessa quinta-feira, na 2ª DP de Cachoeirinha. É tratada como testemunha do caso. “Ela respondeu a todos os questionamentos, a fim de esclarecer o local em que estava e colaborar com a elucidação dos fatos”, disse Suelén Lautenschleger.
Desaparecimento de família
Cristiano Domingues Francisco está detido no Batalhão de Operações Especiais (Boe), em Porto Alegre. Antes disso, atuava no 15º BPM, em Canoas.
O PM investigado por participação no sumiço de sua ex-esposa, Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira e Dalmira Germann de Aguiar, respectivamente 69 e 70 anos, entre os dias 24 e 25 de janeiro. O divórcio do casal foi há mais de oito anos.
Fonte: Correio do Povo

