O que aconteceu com aluno da UFRGS que tentou se formar com suástica no rosto?

Um ano depois do episódio em que Vinícius Krug de Souza tentou participar da colação de grau na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com uma suástica pintada no rosto, o caso segue em andamento em duas frentes: na Justiça e dentro da própria universidade.
Novas informações obtidas pelo g1 mostram que o processo criminal e o procedimento interno aberto pela instituição aguardam novas etapas.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o processo que trata do caso em que Vinícius é réu por apologia ao nazismo está atualmente na fase de instrução. Uma audiência foi marcada para junho, quando devem ser ouvidas testemunhas e colhidas provas.
O g1 busca a defesa de Vinícius, mas até o momento não obteve o contato. O espaço está aberto para posicionamento. O estudante passou a responder oficialmente ao processo após a denúncia oferecida pelo Ministério Público ser aceita.
A acusação aponta que, além da suástica, ele também estaria usando outros símbolos de caráter extremista e teria escolhido uma música associada a manifestações de apologia ao nazismo no momento da formatura.
Paralelamente ao processo judicial, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul conduz sua própria apuração interna. À reportagem, a instituição informou que o grupo de trabalho responsável pela análise do caso finaliza uma etapa de revisão do relatório produzido pelos membros da comissão.
A previsão, segundo a UFRGS, é de que o documento seja concluído e encaminhado ao Conselho Universitário até o fim de fevereiro. Caberá ao Conselho definir eventuais medidas administrativas ou disciplinares relacionadas ao episódio.
Relembre o caso
Em fevereiro de 2025, a UFRGS proibiu um formando do curso de Engenharia de Minas de participar da colação de grau com uma suástica pintada. Vinícius Krug de Souza estava no local da cerimônia com o desenho na rosto antes da formatura, disse a instituição. Diante de advertência da universidade, ele removeu a pintura e participou da solenidade com outros símbolos no rosto.
A UFRGS registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal (PF). O caso, então, foi encaminhado para a Polícia Civil.
Fonte: G1 RS

