MP investiga empresa que prestava serviços a prefeituras da região

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), através da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre e do Gaeco, deflagrou na terça-feira (10) a Operação Descuidado II. A ação visa desarticular um esquema de corrupção que utilizava documentos falsos para desviar recursos públicos do Programa Rede Bem Cuidar, da Secretaria Estadual da Saúde. A investigação atinge a empresa e não as prefeituras.
As investigações, que tiveram início em 2025 com a primeira fase da operação, revelaram que uma empresa de assessoria simulava o cumprimento de exigências legais para garantir repasses estaduais. Mesmo após ser proibida judicialmente de contratar com o poder público, a organização utilizava empresas de fachada e “laranjas” (interposição de terceiros) para manter os contratos ativos. Até o momento, a investigação foca em três empresários suspeitos de articular a fraude.
A operação atingiu 11 prefeituras em diversas regiões do estado. Embora os órgãos municipais não sejam o alvo direto da investigação — que foca na conduta da empresa prestadora de serviços — as medidas cautelares proibiram novos vínculos contratuais com a investigada nestas localidades.
As Prefeituras citadas são: Missões: Eugênio de Castro e Vitória das Missões; Norte e Noroeste: Marcelino Ramos, Faxinalzinho, Ronda Alta e Três Palmeiras; Outras regiões: Balneário Pinhal, Bom Princípio, Morro Reuter, Nova Esperança do Sul e um 11º município ainda sob apuração.

