O que se sabe e o que falta saber sobre o desaparecimento de três pessoas da mesma famÃlia em Cachoeirinha

O desaparecimento de três pessoas da mesma famÃlia há mais de uma semana em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, é investigado pela PolÃcia Civil como um crime. Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
O caso começou após uma publicação de Silvana em uma rede social, na qual afirmava ter sofrido um acidente de trânsito. A polÃcia, no entanto, já confirmou que o acidente não ocorreu. A principal linha de investigação aponta para um crime, como homicÃdio ou cárcere privado.
Quem são os desaparecidos?
Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da famÃlia, no bairro Anair. Descritos como queridos e tranquilos, eles são conhecidos na vizinhança.
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, é filha única do casal e mora nas proximidades. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos, fruto de um relacionamento anterior. O menino estava com o pai no fim de semana do desaparecimento.
No sábado, 24 de janeiro, Silvana publicou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra. Em seguida, postou que ficaria sem sinal e, no dia seguinte, agradeceu por orações. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato.
Alertados por vizinhos sobre a postagem, Isail e Dalmira teriam saÃdo para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de PolÃcia Regional Metropolitana, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.
Qual a principal linha de investigação da polÃcia?
A PolÃcia Civil trata o caso como um crime e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate após mais de uma semana. As principais suspeitas são de homicÃdio ou cárcere privado.
— Por esse tempo todo que passou, provavelmente ela (Silvana) tenha sofrido ou esteja sofrendo algum crime que não permita manter contato com a famÃlia”, afirma o delegado Anderson Spier. A investigação aponta que o comportamento da famÃlia foi incomum, já que costumavam avisar sobre viagens.
Quais pistas a polÃcia já tem?
A polÃcia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não aconteceu. — O que a gente já sabe com precisão é que ela não esteve em Gramado — disse o delegado, após consultar concessionárias e delegacias locais. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou.
Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atÃpica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência à s 20h34min e saiu oito minutos depois. Às 21h28min, o veÃculo de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, à s 23h30min, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polÃcia investiga se era Silvana quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veÃculos.
Durante as diligências, a polÃcia encontrou um projétil de arma de fogo no pátio da casa de Isail e Dalmira. O objeto foi recolhido e será enviado para perÃcia. Para saber o paradeiro da famÃlia e a autoria e motivação do possÃvel crime, a polÃcia aguarda a realização da perÃcia na casa de Silvana e no mercado dos pais em busca de vestÃgios, como sangue.
Os investigadores também analisam outras imagens de câmeras de segurança para identificar os veÃculos e as pessoas envolvidas na movimentação da noite do dia 24. Seis pessoas já foram ouvidas e a polÃcia continua a colher depoimentos de familiares e vizinhos para obter mais informações que ajudem a solucionar o caso.
Fonte: GZHÂ

