Cármen Lúcia pede eleições “sem pressões internas” e sinaliza desafios com a desinformação e IA

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia falou nesta terça-feira (27) sobre os desafios para as eleições de 2026 – que vai eleger deputados, senadores e o presidente da República. A ministra defendeu um pleito sem interferências.
— Qualquer tipo de restrição do direito ao voto precisa ser devidamente cortado. O que nós temos é que assegurar que as eleições sejam um processo em que cada eleitor possa escolher seu representante sem pressões internas e sem abusos de quem quer que seja — declarou na abertura de um seminário do TSE sobre segurança, comunicação e desinformação, em Brasília.
Sobre os desafios para o próximo leito, Cármen alertou sobre a desinformação e o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) durante as eleições. Ela defende uma atuação íntegra da Justiça Eleitoral para identificar conteúdos falsos e manipulações, mas sem ferir a liberdade de expressão.
— A desinformação é um dado que todo o mundo olha com cuidado, assim como a inteligência artificial, que muitas vezes passam com falsidade. Temos que garantir que as tecnologias sejam utilizadas de maneira transparente, para saber se foi manipulado e como retirar isso sem ferir a liberdade de expressão. Precisamos investir em medidas preventivas. A dúvida corrói as bases de um processo eleitoral — disse.
Ainda sobre os desafios, Cármen Lúcia observou que eles não são “sinônimos de instabilidade” e destacou que cada pleito traz novos obstáculos. Neste ponto, ela aponta que o sistema eleitoral deve assegurar a confiabilidade do processo aos eleitores.
Cármen, que também é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou, ainda, para defender as urnas eletrônicas, dispositivo que classificou como “confiável e auditavel”.
Fonte: GZH

