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SANTO ÂNGELO
31 de janeiro de 2026
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Estado

Golpe por mensagens causa prejuízo de quase R$ 800 mil no RS

  • janeiro 12, 2026
  • 3 min read
Golpe por mensagens causa prejuízo de quase R$ 800 mil no RS

Um golpe aplicado por meio de aplicativo de mensagens causou prejuízo de quase R$ 800 mil a um morador de Restinga Sêca, na Região Central do Rio Grande do Sul, nesta semana. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais sofisticado e, na maioria dos casos, começa com uma simples ligação ou mensagem no celular.

De acordo com a polícia, somente em 2025 foram registrados 2.760 casos de estelionato na Região Central do estado. Para dar aparência de credibilidade, os criminosos costumam se passar por pessoas ou instituições de confiança, como advogados e bancos.

No caso mais recente, a vítima relatou ter recebido uma mensagem que aparentava ser do Banco do Brasil, informando o bloqueio da senha da conta após um suposto acesso indevido e uma transferência via Pix no valor de R$ 32 mil. Ao negar a operação, outro golpista entrou em contato e orientou o homem a compartilhar a tela do celular.

Com o acesso, os criminosos realizaram sete transferências para diferentes destinatários, totalizando quase R$ 800 mil.

Segundo o delegado regional da Polícia Civil, Sandro Meinerz, os golpistas geralmente já possuem informações sobre as vítimas antes do contato.

“Eles sabem em qual banco a pessoa tem conta e, muitas vezes, conhecem a capacidade econômica. Esses dados costumam ser obtidos em fontes abertas, como redes sociais”, explicou.

Um caso semelhante ocorreu com um familiar da assistente financeira Marilise Alves Gomes, que caiu no golpe do falso advogado.
“Ele passou dados por telefone, coisas que não se faz. O prejuízo foi em torno de R$ 100 mil”, relatou.

Estelionatos no RS

Dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública indicam que os crimes de estelionato cresceram após a pandemia. O pico ocorreu em 2022, com 95.182 registros. Desde então, os números apresentam queda, mas seguem elevados.

  • 2020: 67.732
  • 2021: 92.067
  • 2022: 95.182
  • 2023: 89.369
  • 2024: 80.526
  • 2025: 75.392

Segundo a polícia, os principais alvos são idosos e pessoas com pouco domínio de tecnologia. Apesar da redução nos registros, os golpes estão cada vez mais convincentes.

“O modo de agir é praticamente o mesmo. Tudo começa com uma mensagem de WhatsApp ou uma ligação de supostas instituições financeiras”, destacou o delegado.

A orientação é não fornecer dados pessoais, número de conta ou senhas por telefone ou mensagens. Em caso de suspeita, a vítima deve registrar ocorrência, inclusive pela internet, no site delegaciaonline.rs.gov.br.

O que dizem os bancos

Em nota, o Banco do Brasil informou que não realiza ligações solicitando senhas, dados pessoais ou transferências. A instituição orienta que os clientes desconfiem de pedidos de dinheiro, confiram os dados do destinatário antes de qualquer operação e evitem clicar em links suspeitos.

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Carolina Gomes

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