Com reajuste de 3,9%, teto do INSS passa para R$ 8.475

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem valores acima do salário mínimo terão reajuste de 3,9% nos benefícios em 2026. O percentual tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na sexta-feira (9).
Com a correção, o teto dos benefícios pagos pela Previdência Social passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Os novos valores foram oficializados por meio de portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).
Apesar do aumento, o reajuste ficará abaixo da inflação oficial do país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2025 com alta de 4,26%. Como o INPC é o indicador utilizado para corrigir os benefícios acima do piso nacional, a diferença entre os índices aponta perda do poder de compra para esse grupo de segurados.
O reajuste integral de 3,9% será aplicado apenas a quem já recebia aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro de 2025. Para os segurados que passaram a receber o benefício a partir de fevereiro do mesmo ano, o aumento será proporcional ao número de meses de pagamento.
Quanto mais recente a concessão do benefício, menor será o percentual aplicado. Os índices variam de 3,9% para benefícios concedidos em janeiro e fevereiro até 0,21% para aqueles iniciados em dezembro.
Percentuais de reajuste conforme o mês de concessão:
- Janeiro: 3,90%
- Fevereiro: 3,90%
- Março: 2,38%
- Abril: 1,86%
- Maio: 1,38%
- Junho: 1,02%
- Julho: 0,79%
- Agosto: 0,58%
- Setembro: 0,79%
- Outubro: 0,27%
- Novembro: 0,24%
- Dezembro: 0,21%
INPC fecha 2025 com alta de 3,9%
Em dezembro, o INPC registrou alta de 0,21%, acima do resultado de novembro (0,03%). No acumulado de 2025, o índice avançou 3,9%, abaixo dos 4,77% registrados em 2024.
Os preços dos alimentos subiram 2,63% no ano, enquanto os produtos não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Entre as regiões pesquisadas, Porto Alegre apresentou a maior variação em dezembro, com 0,57%, influenciada principalmente pelo aumento da energia elétrica e das carnes. Curitiba registrou a menor variação, com queda de 0,22%.
Regras da aposentadoria em 2026
Para segurados que já contribuíam antes da reforma da Previdência, aprovada em 2019, seguem em vigor as regras de transição. Em 2026, a idade mínima sobe seis meses: mulheres passam a precisar de 59 anos e seis meses, e homens, de 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 para homens. Já a regra dos pontos exigirá 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

