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SANTO ÂNGELO
10 de janeiro de 2026
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País Saúde

Ministério da Saúde passa a recomendar mamografia a partir dos 40 anos

  • setembro 23, 2025
  • 3 min read
Ministério da Saúde passa a recomendar mamografia a partir dos 40 anos

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (23) mudanças nas recomendações de mamografia como parte da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Pela primeira vez, o exame passa a ser garantido para mulheres de 40 a 49 anos, mediante solicitação da paciente e indicação médica.

Segundo José Barreto, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer, as regras anteriores que restringiam o acesso a esse grupo serão revogadas. “Nosso compromisso é consolidar a maior rede de prevenção de câncer do mundo”, afirmou.

Como era e como fica

  • 40 a 49 anos: acesso liberado sob demanda, sem rastreamento obrigatório a cada dois anos;
  • 50 a 74 anos: rastreamento populacional a cada dois anos;
  • Acima dos 74 anos: decisão individualizada conforme histórico e condições de saúde.

Antes, o protocolo oficial do SUS recomendava mamografia apenas para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, mesmo sem sintomas.

Exame essencial

A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama, capaz de detectar alterações antes de sinais clínicos. A Sociedade Brasileira de Mastologia já defendia a realização anual a partir dos 40 anos. Em 2024, mais de 30% das mamografias no país foram feitas em mulheres abaixo dos 50 anos.

Estrutura de atendimento

As mudanças fazem parte de uma estratégia mais ampla de prevenção. Em outubro, 27 unidades móveis estarão em 22 estados oferecendo consultas, mamografias e biópsias. Também será lançado um manual de diagnóstico precoce e destinado R$ 100 milhões em parceria com o CNPq para pesquisas em câncer de mama, colo de útero e colorretal.

“Precisamos avançar muito. Hoje, 37% dos diagnósticos já acontecem em estágios 4 ou 5”, destacou Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde.

Novos medicamentos no SUS

As medidas vêm acompanhadas da incorporação de terapias inéditas no Sistema Único de Saúde, dentro do primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para câncer de mama:

  • Inibidores de CDK 4/6: bloqueiam proteínas envolvidas na divisão celular, retardando a progressão do câncer avançado;
  • Trastuzumab entansina: terapia-alvo para tumores HER2 positivos;
  • Supressão ovariana medicamentosa e hormonioterapia injetável: reduzem a produção de estrogênio;
  • Fator estimulador de colônia: diminui o risco de infecções durante quimioterapias mais intensas;
  • Ampliação da neoadjuvância: uso do tratamento pré-cirúrgico também em estágios iniciais (I a III).

Impacto esperado

O câncer de mama é o mais incidente entre mulheres no Brasil e no mundo (excluindo pele não melanoma). O Ministério da Saúde espera que as mudanças ampliem o acesso ao exame, reduzam diagnósticos tardios e aproximem o país das recomendações internacionais de sociedades médicas.

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Carolina Gomes

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